Grupo português leva café de estilo europeu à China

Se os chineses passassem a consumir só um quarto do café que os portugueses bebem, a indústria de torrefacção teria o futuro mais que assegurado, garantem os profissionais do setor. "O consumo de café na China está ainda nos gramas. Há, de fato, um grande caminho a percorrer", diz Isménio Azevedo, um consultor da área que participou nesta quarta-feira da apresentação em Pequim da marca "Olá Café".

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Se os chineses passassem a consumir só um quarto do café que os portugueses bebem, a indústria de torrefacção teria o futuro mais que assegurado, garantem os profissionais do setor. "O consumo de café na China está ainda nos gramas. Há, de fato, um grande caminho a percorrer", diz Isménio Azevedo, um consultor da área que participou nesta quarta-feira da apresentação em Pequim da marca "Olá Café".

Trata-se de "um café de estilo europeu" fabricado em Macau pela SIM, uma empresa do grupo português Vasco Pereira Coutinho, com matéria-prima importada sobretudo do Brasil. Segundo estimativas do setor, em Portugal, o consumo anual per capita de café ronda os quatro quilos e nos países do norte da Europa, os grandes consumidores juntamente com os Estados Unidos, ultrapassa os 14 quilos.

Quanto à China, um país tradicionalmente apreciador de chá, mas que em alguns aspectos está "ocidentalizando-se" em ritmo acelerado, as estimativas de consumo de café variam entre 15.000 e 30.000 toneladas por ano - menos que Portugal, cuja população não chega a 1% dos cerca de 1,35 bilhão de chineses. A apresentação do "Olá Café" em Pequim, para algumas dezenas de profissionais do setor de restaurantes e hotelaria locais, ocorreu nas instalações da Embaixada de Portugal na China.

"O consumo de café na China vai disparar. Os chineses vão seguir os mesmos passos do Japão, outro país asiático habituado ao chá e que é hoje um dos maiores consumidores de café do mundo", afirma a diretora comercial da "Olá Café" em Pequim, Dora Martins. Os "alvos" do produto são a classe média alta, os hotéis de quatro-cinco estrelas - "só em Pequim há cerca de 100", realça Dora Martins - e os restaurantes ocidentais, que já ultrapassam as duas centenas.

O "Olá Café, já à venda nos supermercados de Macau, está sendo lançado também em Hong Kong e em Cantão. A localização da fábrica de torrefacção, em território chinês (a Região Administrativa Especial de Macau), é outra vantagem face à concorrência, sobretudo das empresas italianas, implantadas há mais tempo na China, salienta Dora Martins.

As informações são da Agência Lusa - Brasil, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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