Governo não autoriza operações de drawback

No último dia 06, o diretor do Departamento de Café, Robério Silva, do Ministério da Agricultura, descartou a possibilidade de o governo autorizar operações de drawback para o café, pedido apresentado pela indústria ao Ministério da Agricultura.

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No último dia 06, o diretor do Departamento de Café, Robério Silva, do Ministério da Agricultura, descartou a possibilidade de o governo autorizar operações de drawback (importação de matéria-prima para posterior reexportação de produto com maior valor agregado) para o café, pedido apresentado pela indústria ao Ministério da agricultura.

"Não vai haver este ano. A safra é de ciclo alto e estarão disponíveis cafés das diferentes qualidades", afirmou o diretor. Robério Silva falou sobre o pedido para importação de café conillon do Vietnã, importante fornecedor mundial. "O preço no Espírito Santo está baixo. A importação derrubaria ainda mais o preço", completou.

As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 10/05/2010

O bom senso começa aflorar. Autorização sem estudos e compensações é uma temeridade.

Soluções precisam ser criadas para toda a cadeia da cafeicultura. Se o drawback é importante para a indústria conseguir exportar mais, a proibição pura e simples não é a solução, pelo contrário, agrava a conquista de novos mercados.

A "produção" precisa dos industriais e dos exportadores para comercializar os seus produtos. Somos o maior produtor do mundo. Precisamos de políticas de sustentabilidade para todos segmentos do nosso negócio.

Na minha percepção, não podemos e não devemos enfraquecer nenhum elo da cadeia internamente. Nossa atenção deveria ser o de inibir qualquer expansão externa da cafeicultura e cuidar de tirar do atoleiro os produtores tradicionais que são os que têm raiz e que ainda empregam quantidade razoável de trabalhadores no campo.

Minhas sugestões para soluções das dificuldades do lado da produção, já quase insustentável, são:

1.auditoria a ser realizada por instituição renomada para levantar e mapear a real situação de todo o setor da cafeicultura nacional. Objetivo : dar segurança no implemento de futuras medidas governamentais necessárias ao saneamento e sustentabilidade do nosso negócio;

2.programa de subsídio econômico por um período de 3 anos consecutivos para todos produtores com pendências detectados no item anterior, por meio de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor - PEPRO, até sanear o passivo de dívidas (inclusive as judiciais em execução), a níveis toleráveis;

3.continuar com o programa de opções, visando criar novamente estoque estratégico para o governo e ordernar a oferta do produto no mercado;

4.conversão de todas as dívidas em produto (ref.: custos médios regionais).

A ferramenta governamental acima - o PEPRO, é fundamental para a sobrevi-vência da atividade. Uma vez bem utilizada, não estimularia novos plantios internamente e nem elevaria o preço do produto internacionalmente.