Governo estuda a importação de conillon
O governo brasileiro pode autorizar a importação de café conillon verde para ajudar a indústria nacional que exporta o produto beneficiado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Lytha Spíndola, essa é uma das opções para apoiar o setor, que estaria tendo dificuldades para manter mercados no exterior, devido à grande concorrência de outros países.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
De acordo com Lytha, o governo discute autorizar o drawback para o café conillon verde, mecanismo que isenta taxas para a importação com a obrigatoriedade do produto ser industrializado e exportado. "O volume em estudo é próximo de 20% da quantidade exportada", comentou ela, ao sair nesta quinta-feira (25) de reunião com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e representantes do setor.
Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), Edvaldo Barrancos, esse percentual representaria cerca de 600 mil sacas de café conillon, já que a exportação em 2009 foi equivalente a 3 milhões de sacas. Sem o benefício, ele afirma que países como o Vietnã, que em alguns períodos conseguem oferecer esse tipo de café a um custo até 25% inferior ao brasileiro, conquistarão mercados que tradicionalmente são clientes do Brasil.
"Buscamos a manutenção da competitividade. Queremos que a indústria possa crescer e produzir mais", afirmou Barrancos. Segundo ele, o preço do café no mercado interno é maior porque a demanda interna é muito grande. Por representar apenas 5% da produção de 12 milhões de sacas de café conillon prevista para este ano, o presidente da Abics afirmou que o produtor não precisa se preocupar caso a medida seja tomada.
A reportagem é da Agência Brasil, adaptada pela Equipe CaféPoint.
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/03/2010

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 29/03/2010
Não tem sentido esta proposta, pois 5% não é zero e isso fatalmente irá afetar o preço no mercado interno e ai se o produtor estiver tomado prejuizo, o desemprego será aqui e não lá no exterior. A industria tem que entender que a lavoura de café no Brasil é quem a sustenta e não as lavouras de outros países. A industria poderia pedir ao govero o seguinte: bom, o preço la fora está abaixo do preço interno, pois bem, esses 5% que querem importar o governo paga a diferença mas nunca o produtor poderá pagar essa diferença.
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 28/03/2010
Não podemos em hipótese alguma aceitar esta cachorrada em momento tão importante. A industria já torra preto, verde, ardido e palha porquenão querem mais esta regalia. Aqui em São Paulo não vamos aceitar. Vamos convocar a Camara Setorial e brecar esta idéia, urgentemente. Agora dia 17 de abril estaremos nos reunindo aqui em Divinolândia para discutirmos uma agenda para São Paulo e certamente esta questão estará na pauta. Com relação ao governo federal MAPA- já era esperado este posicionamento, mesmo porque, todos sabemos que este governo é um desastre. Portanto companheiros, vamos nos mobilizar e fazermos presente na próxima reunião da camara. Até la.

PORTO SEGURO - BAHIA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 28/03/2010

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/03/2010

SÃO MATEUS - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/03/2010

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/03/2010
A Digníssima secretária Lytha Spindola junto com representantes da ABICS sai de uma reunião com o ministro da agricultura Reinhold Stephanes falando novamente em importação de café verde do Vietnã. Falando também que os produtores não terão prejuízos devido a grande safra de conilon que está por vir. Será que estamos morando no mesmo país?
A previsão de safra de conilon do ES foi feita anterior a granação do grão do café, como não choveu o previsto em janeiro, fevereiro e março, a quebra de nossa produção será superior a 20%, fazendo com isso que o custo de produção em nosso estado seja ainda superior aos custos atuais que são de aproximadamente de R$150,00. Hoje vendemos o café a R$160,00. O que será de nós se esse fatídico drawback passar? Teremos que arrancar nossas lavouras, mandar nossos meeiros e trabalhadores embora para aumentar um pouco mais as favelas criando mais problemas sociais?
Quanto aos prejuízos que a ABICS está tendo, tenho uma pergunta a fazer: como as multinacionais como a Nêstle e outras mais, que compram café do Brasil e de outros países, não estão reclamando? Ao contrário estão querendo comprar e vender cada vez mais, não esquecendo que elas importam café verde e exportam para o Brasil o café já industrializado e com muito lucro.
Concordo plenamente com a produtora Eliane de Andrade. A ABICS só precisa de pessoas competentes para trabalhar.
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/03/2010
CACOAL - RONDÔNIA
EM 26/03/2010
Porque não procurar mecanismos para manter os produtores na atividade regulando os preços?
No ano passado, nessa mesma data, vendíamos o café conillon tipo 8 bica corrida a R$225,00/R$230,00 a saca para indústria, tanto para solúvel como para torrado e moído, e hoje estamos vendendo o mesmo café a R$142,00. Nas prateleiras dos supermercados os preços continuam os mesmo. Agora o governo quer importar conilon, 600 mil sacas? Que seja 1 mil sacas, não tem nexo. Isso é uma falta de responsabilidade, falta de respeito com a nossa cadeia produtiva
LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 26/03/2010
Não vejo como 600 mil sacas podem impactar no preço de uma produção que beira a casa de 50 milhões. É menos de 2% do total produzido aqui em ano de alta.
Além do mais, se o Brasil importa 600 mil sacas do Vietnã, por exemplo, são 600 mil sacas a menos no mercado mundial de café verde... A oferta mundial não aumenta...
O que é preciso é um controle rígido sobre essas importações para não virar festa.
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/03/2010