Governo de El Salvador investirá US$ 5 milhões em café

O governo de El Salvador espera investir entre US$ 4 e US$ 5 milhões anuais na reativação do setor cafeeiro do país, como parte de uma política apresentada pelo presidente, Mauricio Funes. A política, que faz parte do Programa de Agricultura Familiar, inclui o treinamento de cafeicultores e a restauração do parque cafeeiro. Ambas as medidas visam recuperar a produtividade dos cafezais.

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O governo de El Salvador espera investir entre US$ 4 e US$ 5 milhões anuais na reativação do setor cafeeiro do país, como parte de uma política apresentada pelo presidente, Mauricio Funes. A política, que faz parte do Programa de Agricultura Familiar, inclui o treinamento de cafeicultores e a restauração do parque cafeeiro. Ambas as medidas visam recuperar a produtividade dos cafezais.

Isso porque a baixa produtividade do setor é a principal debilidade identificada pelo consultor brasileiro, Carlos Brando, após um diagnóstico elaborado junto com sua filha, María Fernanda, sobre a cafeicultura salvadorenha, à pedida do Governo. Brando, conhecido como "guru do café" por seu bem sucedido trabalho no Brasil, Colômbia e outros países produtores, apresentou parte dos resultados desse estudo, que guiará a implementação da política.

Com base nas estatísticas do Conselho Salvadorenho de Café (CSC), o especialista concluiu que as fazendas do país mostram atualmente rendimentos inferiores aos históricos. Uma das razões a antiguidade dos cafezais. Brando disse que 90% do parque cafeeiro tem mais de 35 anos. Segundo dados do CSC, até o ano passado havia 217.628 maçãs de café cultivadas.

Com a meta de aumentar a produção, a política do Governo salvadorenho se baseia principalmente no treinamento dos produtores. Funes anunciou que, a cada ano, serão capacitados 4.500 pequenos produtores nos processos de produção e comercialização, sob o modelo de escolas de campo. Além disso, disse que entregarão plantas de café e estimou que cada cafeicultor receberá 3.100 plantas, que serão distribuídas a cada ano.

Com relação às escolas de campo, o ministro da Agricultura, Guillermo López Suárez, explicou que se instalarão "fazendas modelos" com altos rendimentos para que transfiram tecnologia a outros produtores. Ele disse que serão abertas 200 escolas em algumas zonas. Sobre a entrega das plantas de café, não se estabeleceu quantos cafeicultores serão beneficiados nem quando se iniciará a distribuição. Porém, o Governo adiantou que os primeiros cultivos começariam em maio de 2012. López Suárez destacou que também se trabalhará na criação de novas variedades de café.

Aumentar a produção de café de um país não é uma meta que se conseguirá em curto prazo, disse Brando. Ainda que não tenha divulgado uma projeção de crescimento na produção com a implementação da política, o brasileiro disse que os efeitos seriam notados dentro de quatro ou cinco anos. Brando também acompanhará a aplicação da política.

A reportagem é do Diário El Mundo, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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