Governo aplica R$ 2 bilhões em apoio à cafeicultura
O governo federal vai aplicar mais R$ 2 bilhões até junho de 2010 para apoiar a cafeicultura. Esses recursos serão investidos na prorrogação de dívidas, criação de uma linha de crédito e redução de juros. O conjunto de medidas tem o objetivo principal de retirar do mercado cerca de 25% da safra atual para melhorar a renda do produtor, formar estoques e equilibrar a oferta e a demanda do produto.
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Na semana passada, o Ministério da Agricultura anunciou o investimento de R$ 1 bilhão na aquisição direta de sacas de café e na conversão de dívida de estocagem em produto. As medidas são resultado de propostas do grupo de trabalho do café que reuniu os Ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, além de representantes do setor produtivo e das cooperativas de crédito.
Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, a falta de agilidade na aplicação das políticas de crédito para colheita e comercialização do café afetou a situação da cafeicultura neste ano. "A partir da próxima safra, o governo vai fazer com que o crédito chegue em momento certo e volume exato. Em abril de 2010, quando inicia a próxima safra em algumas regiões produtoras, o cafeicultor já deve ter à disposição recursos para realizar a colheita", ressaltou o ministro.
Medidas aprovadas
1) Prorrogação por quatro anos dos financiamentos de custeio e colheita da safra 2008/09, do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que irão vencer entre setembro de 2009 e março de 2010. Para ter acesso ao benefício, o produtor deve comprovar incapacidade de pagamento e efetuar, no mínimo 20% do valor do débito na data de vencimento da parcela contratada. As operações nessa situação totalizam R$ 860 milhões; (Resolução 3.785)
2) Criação de linha de crédito de R$ 100 milhões, com recursos do Funcafé, para cooperativas de crédito refinanciarem dívidas de cafeicultores que comprovarem incapacidade de pagamento. O financiamento será concedido com juros de 6,75% ao ano e os produtores terão quatro anos para quitar as parcelas. Cada cafeicultor poderá financiar até R$ 200 mil e a medida fixa o limite de R$ 10 milhões por cooperativa; (Resolução 3.783)
3) Retomada da linha de crédito de R$ 100 milhões para a renegociação de financiamentos atrelados à Cédula do Produto Rural (CPR). A medida é válida para as CPR's de 2008 prorrogadas para 2009 e as de 2009 vencidas até a data da aprovação da resolução pelo Conselho Monetário que trata do assunto. O financiamento, do Funcafé, terá prazo de quatro anos a juros de 6,75% ao ano;
4) Redução da taxa de juros do Funcafé de 7,5% para 6,75% ao ano para todas as linhas de financiamento em curso e as novas operações. A medida valerá a partir de 1º de outubro de 2009; (Resolução 3.784)
5) Estabelecer como base de concessão dos financiamentos de estocagem, do Financiamento para Aquisição de Café (FAC) e da Linha Especial de Crédito (LEC) o preço mínimo em vigor.
Aquisição
No último dia 9 de setembro, o Ministério da Agricultura anunciou a aplicação de R$ 300 milhões diretamente na aquisição de café. Cada produtor poderá participar com até mil sacas de 60 kg dos cafés arábica tipo 6, bebida dura para melhor; e tipo 7 bebidas dura, riada e rio (a classificação indica o tipo e a qualidade da bebida).
O café tipo 6, bebida dura para melhor, terá como base o preço mínimo vigente (R$ 261,69/saca) e os demais tipos terão deságios em relação ao preço mínimo. O tipo 7, bebida dura, terá preço de R$ 254,01/saca; o tipo 7, bebida riada, a R$ 240,16/saca; e o tipo 7, bebida rio, a R$ 213,16/saca. Os valores foram apurados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), responsável pela compra e estocagem do produto. Na realização da compra, o governo acrescentará aos preços mencionados o reembolso do INSS e da sacaria.
Conversão
Também na semana passada, o governo autorizou a conversão, em sacas de café, da linha de financiamento de estocagem do Funcafé da safra 2008/2009. Neste caso, o cafeicultor poderá quitar suas parcelas com o produto e o valor da conversão também terá como base o preço mínimo vigente. As parcelas da linha de estocagem, que vencerão em 2009, 2010 e 2011, totalizam R$ 697 milhões.
As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 21/09/2009
Qual empresa no mundo consegue sobreviver vendendo seu produto a preco de custo? Os deputados conseguem, pois ganham 50.000,00 por mês. Não consigo entender por que o Lula não cai. Agora que o leite está com um preco razoavel ele reduz a tributação sobre a importação, e faz com que Argentina e USA coloquem leite no país, e com certeza quando o café estiver com preco bom, alguma coisa ele ira fazer para derrubar o preço.
Façam as contas: a media nacional é de 15 sacas por ha, ou seja hoje a 250,00 a saca da 3.750,00. Gasta-se 120,00 por saca somente para colher e limpar o cafe, ou seja 1.800,00 por ha; aprox. 2 ton de adubo por ha, que custa aprox. 700,00 a ton, ou seja 1.400,00. Gasta-se aprox. 2.000,00 por ano por ha com mão de obra, isto se for muito bem administrado; aprox. 500,00 com foleares e fungicidas por ano por ha. Sem colocar depreciacão de equip. etc. e custo da terra já gastamos 5.700,00.
Com esta conta rapida que fiz o prejuizo foi de 1.950,00 por ha. Não precisa ser economista para fazer estas contas. Vem o pessoal da CONAB e diz que uma saca de café custa 200,00. Gostaria que eles tivessem fazenda para administrar e não estes salários altissimos que recebem com dinheiro do funcafé ou sei lá de onde vem.
É uma pena que o que escrevi não será publicado, pois toda midia no Brasil depende do governo para sobreviver. Mas mesmo assim fica aí o meu protesto.

COROMANDEL - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 18/09/2009
Essas medidas ajudam, mas não resolvem. Como ficará o crédito para custeio da próxima safra? Pelo que ouvi de muitos, sendo prorogadas as dívidas, os limites de créditos ficariam zerados.
Será que alguém poderiar explicar em detalhes essas resoluções?
Obrigado.
MUTUM - MINAS GERAIS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 18/09/2009