Gerenciamento é chave para o sucesso da cafeicultura

Visando conscientizar cafeicultores com relação ao mercado cada vez mais competitivo, a pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Glória Zélia Teixeira Caixeta produziu a Circular Técnica nº 62 <i>Dicas para gerenciamento da cafeicultura e comercialização do café.</i>

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Visando conscientizar cafeicultores com relação ao mercado cada vez mais competitivo, a pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Glória Zélia Teixeira Caixeta produziu a Circular Técnica nº 62 Dicas para gerenciamento da cafeicultura e comercialização do café.

O momento é oportuno, segundo a pesquisadora, pois "o reconhecimento internacional do café brasileiro faz com que produtores busquem a cada dia maior qualidade de seu produto. O cafeicultor só atinge essa qualidade e consegue atender aos desejos dos consumidores, cada vez mais exigentes, com um bom plano de gerenciamento".

Porém, adverte Glória, "o gerenciamento não pode mais se restringir apenas à fazenda, mas, ir também além de suas porteiras e atender ao mercado de forma geral. Grandes mudanças aconteceram nos últimos anos na forma de se trabalhar o café. Atualmente o gerenciamento visa um número reduzido de funcionários, preocupação ambiental e justiça social".

De acordo com a pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o produtor, hoje, só atinge seus objetivos com um bom planejamento. "Um bom resultado requer planejamento, organização, direção e controle. Exige definição do futuro desejado e dos meios necessários para atingi-lo; alocação adequada de recursos, principalmente humanos, existentes na empresa; direção que lidera e motiva os subordinados para executarem, com sucesso, atividades e tarefas que lhe forem atribuídas e também controle para verificar se tudo ocorreu como planejado".

É necessário acompanhamento especial na hora da comercialização do café, devido à instabilidade dos preços. "Há sempre a incerteza quanto ao preço que o produto atingirá no fim do processo de produção. No Brasil, há cerca de 300 mil cafeicultores que, todo ano, têm que vender seu café. A comercialização, do ponto de vista do cafeicultor, é uma etapa incômoda, trabalhosa e arriscada. Diversas firmas, com finalidades diferentes, negociam o café", enfatiza a pesquisadora.

Glória chama a atenção para outro fator, o crescimento de mercado para o café fino ou gourmet. "Os mercados consumidores deste café crescem a uma velocidade superior à do mercado normal e a sua maior procura tem determinado um diferencial no preço", diz Glória. Porém, a pesquisadora fala também que esse tipo de produção requer muitos cuidados. "É preciso mais atenção na seleção de grãos, na preparação, nos métodos de cultivo e na associação de sabores", disse.

As informações são da Assessoria de Comunicação da Epamig, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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