Em torno de 30% a 35% das cápsulas de Nespresso - independentemente do sabor - são abastecidas com café do cerrado mineiro. A informação é de Joaquim Libanio, superintendente de mercado externo da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé ), uma das maiores exportadoras brasileiras de café.
Do cerrado mineiro para Vevey, na Suíça, a Cooxupé estabeleceu- se como uma das principais fornecedoras mundiais de café para a Nespresso. Como a cooperativa não assinou acordo de exclusividade de fornecimento de café para a Nestlé, ela está livre para vender a commodity para outros fabricantes como a Sara Lee, por exemplo. Libanio, no entanto, não revela se está abastecendo concorrentes da Nespresso.
Porém, o fim da patente da Nestlé leva Sara Lee e Casino a criar similares na França. Cápsulas "genéricas" de Nespresso começam a chegar às prateleiras dos supermercados franceses, pondo fim à obrigatoriedade de comprá-las da Nespresso. O engessamento era a principal crítica dos consumidores em relação ao produto.
Desde o dia 7, a americana Sara Lee está colocando no varejo francês quatro variedades de cápsulas da marca L'OR Espresso compatíveis com as máquinas Nespresso. No próximo mês, é a vez da rede supermercadista Casino, uma das donas do Grupo Pão de Açúcar, lançar sua marca própria de cápsulas para Nespresso também na França. A rede brasileira e a Sara Lee não informam quando suas versões devem chegar, mas a expectativa do mercado é de que a concorrência comece a aparecer no país ao longo dos próximos meses.
Sobre a produção de cápsulas genéricas por novos competidores, o superintendente não acredita que a marca suíça perderá participação de mercado. Sobre uma possível reação da Nespresso à onda de concorrentes que está surgindo no mercado mundial, Richard Girardot, CEO da Nespresso, afirma estar preparado. "Na verdade, competimos diariamente ao aprimorar constantemente a qualidade, as opções, os serviços e a conveniência oferecidos pela Nespresso." Para 2010, Girardot garante que a marca crescerá dois dígitos e ultrapassará a marca dos 3 bilhões de francos suíços em vendas.
A oferta de cápsulas genéricas, no entanto, deverá gerar benefícios para os produtores de café premium, que terão mais espaço para vender o item de maior valor agregado do segmento. "Agora, os produtores terão acesso a novos compradores, o que trará aumento de ganho para eles", acredita Gil Carlos Barabach, analista de mercado da consultoria Safras & Mercado.
Ele explica que a categoria de café premium é o "filé mignon" do mercado de café e uma das que mais cresceram nos últimos anos.
A reportagem é do jornal Brasil Econômico, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
"Genérico" do Nespresso deve beneficiar produtores
Em torno de 30% a 35% das cápsulas de Nespresso - independentemente do sabor - são abastecidas com café do cerrado mineiro. Porém, o fim da patente da Nestlé levou Sara Lee e Casino a criar similares na França. A oferta de cápsulas genéricas, no entanto, deverá gerar benefícios para os produtores de café premium, que terão mais espaço para vender o item de maior valor agregado do segmento.
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