Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
Abrangendo produtores de Ruanda, Tanzânia, Uganda, Quênia, Índia, Indonésia e Vietnã, a pesquisa mostra o quanto os produtores de café realmente ganham e o potencial impacto do Fairtrade sobre sua renda familiar. Um mercado de café altamente competitivo, a especulação sobre o mercado de futuros e as baixas vendas de Fairtrade para os produtores são fatores-chave que contribuem para a pesquisa.
O estudo descobriu que a baixa renda do café, por sua vez, leva à falta de investimento na fazenda e um menor rendimento, perpetuando um ciclo de pobreza. Também revelou que, para muitos produtores, o café é apenas uma fonte de renda e sua dependência varia muito. Em média, cerca de 50% da renda familiar vem da produção da cultura.
No entanto, os resultados diferem entre os países: os produtores na Indonésia dependem fortemente da renda do café, enquanto os do Quênia ganham a vida com as vendas de outros bens agrícolas ou outros empregos fora da fazenda. Os produtores da Indonésia e do Vietnã têm os maiores rendimentos vindos de propriedades familiares, principalmente devido ao alto rendimento do café nesses países. Além disso, apenas os produtores da Indonésia obtêm toda a receita oriunda da produção de café.
"Embora a renda familiar geral dependa muito do contexto local e de fatores como produtividade ou tamanho da fazenda, um preço mais alto do café é um dos principais fatores para que as famílias obtenham sua renda para sustento. É importante que, além de abordar fatores como produtividade ou eficiência, os membros do setor cafeeiro coloquem a questão dos preços em sua agenda", disse o diretor global da Fairtrade International, Dario Soto-Abril.
Este estudo piloto informará a estratégia de renda para sustento do Fairtrade, com base no trabalho que eles já estão fazendo nos salários dos trabalhadores nas plantações do Fairtrade. As atividades incluem o desenvolvimento do mercado, apoiando a diversificação em outras culturas e melhorando os rendimentos e a eficiência da fazenda.