Funed monitora qualidade do café consumido em Minas

Para um trabalho de vigilância sanitária eficaz, muitas vezes, é necessário apontar a origem da contaminação de um produto. Para isso, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) desenvolve, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), o projeto "Avaliação da Qualidade do Café: microscopia, microbiota fúngica e ocratoxinas".

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Para um trabalho de vigilância sanitária eficaz, muitas vezes, é necessário apontar a origem da contaminação de um produto. Ou seja: não basta identificar, é preciso apontar em que momento do processo de fabricação o problema aconteceu. Para isso, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) desenvolve, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), o projeto "Avaliação da Qualidade do Café: microscopia, microbiota fúngica e ocratoxinas".

Os pesquisadores da Funed têm como objetivo avaliar a qualidade do café desde a colheita, passando pelo beneficiamento do grão, embalagem, até o produto ser colocado à disposição do consumidor nos pontos de venda. Três laboratórios participam do trabalho: o de microscopia analisa as impurezas do café; o de micologia realiza a contagem e identificação dos fungos e o de micotoxinas analisa a quantidade presente de ocratoxina (substância produzida por fungos) nas amostras do fruto, do grão, do café torrado e moído.

A ocratoxina pode causar danos aos rins e apresenta potencial cancerígeno. "A legislação brasileira ainda não contempla limites máximos permitidos para as análises de fungos e da toxina no café. A partir de nosso projeto, a qualidade do produto, consumido em Minas, será monitorada em relação a esses contaminantes, contribuindo para a política de vigilância sanitária", afirma a coordenadora do projeto, a bióloga Marize Silva de Oliveira.

As amostras estão sendo colhidas nas cidades de São Domingos do Prata, Ervália, Varginha e Três Pontas. O projeto segue até outubro de 2009.

Referência

Há mais de 20 anos, a Fundação Ezequiel Dias atua em ensaios para a quantificação das principais micotoxinas contaminantes dos alimentos brasileiros, quantificação da microbiota fúngica em alimentos, determinação microscópica e microscopia e macroscopia de matérias estranhas em alimentos. As informações são da Agência Minas.
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