Funcafé: crédito de custeio ampliado para R$ 507 mi

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), autorizou esta semana o remanejamento de recursos da linha de financiamento de estocagem para a de custeio no valor de R$ 213 milhões. Desta forma, a linha de custeio, que contava com R$ 294 milhões já repassados aos agentes financeiros, totalizará R$ 507 milhões.

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O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), autorizou esta semana o remanejamento de recursos da linha de financiamento de estocagem para a de custeio no valor de R$ 213 milhões. Desta forma, a linha de custeio, que contava com R$ 294 milhões já repassados aos agentes financeiros, totalizará R$ 507 milhões. Foram redistribuídos R$ 80,6 milhões para o Banco do Brasil, R$ 11 milhões para o Rabobank, R$ 46,4 milhões para a Crediminas, R$ 5 milhões para a Credivar e R$ 70 milhões para o Bancoob.

De acordo com o diretor substituto do Departamento do Café, Thiago Masson, o remanejamento atende a mediante solicitação dessas instituições financeiras, que apresentavam saldo não aplicado em operação de estocagem. Ele acrescenta que a medida de conversão está amparada pelo artigo 2º da Portaria 1.180-A, de 4.12.2008. Masson lembra que os recursos de custeio têm por objetivo financiar a aquisição de insumos destinados aos tratos culturais das lavouras cafeeiras. As informações são do Mapa.
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ELESNELSON DA MATTA PEREIRA
ELESNELSON DA MATTA PEREIRA

LAMBARI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/01/2009

Prezados senhores,

Fico pensando, tentando entender o significado de declarações como as contidas neste artigo. A quem estes recursos são destinados? Que bancos os recebem? Eu explico.

Dei entrada com toda a documentação necessária para obtenção de recursos para custeio para a cultura do café no Banco do Brasil em Lambari, Sul de Minas, MG.
Passados mais de 60 (sessenta dias) de espera, depois de ter reclamado, esperniado, ter telefonado para a ouvidoria do BB, recebi contato de um funcionário do referido banco me informando que a minha certidão de safra estava vencdida, pois já se passaram mais de 60 (sessenta) dias. Ele fez mais uma colocação; não temos verba.

Parece brincadeira, pois depois de esperar tanto tempo, a ponto de alguns documentos terem o prazo de validade vencido, saber que tambem não existe garantia de verba.

Tenho passado por estes problemas todos os anos.
É desanimador a falta de considseração que tem com o pequeno produtor. Produtores estes que são responsáveis por cerca de 70% da produção de café do Brasil.

Pelo menos nessa agência do BB de Lambari o descaso com o pequeno produtor é muito grande, pois exatamente no pico da demanda dos pedidos de custeios e outros empréstimos e CPRs, praticamente, apenas um funcioário fica responsável por todo este serviço.

O tapete vermelho da agência só é estendido para clientes preferenciais (endinheirados). A grande maioria dos pequenos produtores passam pelas dificuldades e dissabores que citei acima, mas não tem coragem de reclamar, por medo de sofrerem represálias.

O BB faz propaganda dizendo que é nosso parceiro. imaginem se não fossem! Em função destas dificuldades estou pensando seriamente em abandonar a cultura do café. Estou bastante decepcionado.