A expectativa de um bom ano para a colheita do café no Peru está sendo prejudicada por conta dos estragos do clima. Líderes do setor disseram que as inundações já deixaram pelo menos US$ 645 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões) em perdas na agricultura e na pecuária.
Como disse o presidente da COVENGO, Héctor Carrasco, por meio de nota, as fortes chuvas e o transbordamento de rios destruíram cerca de 92.000 hectares de banana, cana de açúcar e arroz, entre outros produtos, principalmente no norte do país.
Com relação ao café, os produtores acham que a meta estimada de 4,98 milhões de sacas de 60 quilos deste ano dificilmente será realizada, dados os grandes danos na colheita e na infraestrutura rodoviária nas rotas nordeste e central do país, forçando as cooperativas e empresas de exportação a reprogramar seus embarques com ênfase no segundo semestre.
O Peru, oitavo maior produtor de café, produziu no ano passado cerca de 4,4 milhões de sacas de grãos. Brasil e Colômbia, por sua vez, são os maiores produtores na América do Sul.
"Com os baixos preços e os altos custos, não é rentável cultivar café. No entanto, como não há outro produto de monetização fácil em bacias de café, exceto coca, não resta outra alternativa senão continuar desvalorizando nosso trabalho", disse o presidente do Conselho Nacional de Café, Tomás Córdova.
Ele disse que se os preços e as condições meteorológicas melhorarem, o valor das exportações seria de mais de US$ 850 milhões de dólares no final deste ano.
As informações são do http://www.notimerica.com / Tradução por Juliana Santin
Fortes chuvas castigam plantações no Peru
País já teve perda de US$ 645 milhões devido às condições meteorológicas.
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