Florada do café continua a preocupar
Produtores de café do sul de Minas Gerais estão preocupados com a próxima safra. Com os problemas climáticos ocorridos, o que tem sido visto, neste período de florada, que vai até dezembro, são muito poucas flores, ao invés dos pés cobertos de branco, como é normalmente esperado.
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"Veio a florada, mas não teve um desempenho satisfatório. Eu acredito que houve uma queda de 50% ou mais", disse, em matéria da edição de hoje do programa Globo Rual, Sílvio Alves, produtor em Muzambinho/MG.
O agrônomo Joaquim Goulart, da cooperativa Cooxupé, explica que as variações climáticas levaram ao desenvolvimento de ramos ao invés de flores.
"O que diferencia dos anos anteriores é que onde nós deveríamos ter a formação de frutos houve uma vegetação em ramos, o que tirou a capacidade de produção da planta", explica ele.
A situação preocupa ainda mais porque a próxima safra já seria menor por conta da bienalidade do café arábica, cultivado na região. Segundo o agrônomo, a floração irregular atingiu as lavouras da maioria dos 11 mil produtores da cooperativa.
"A planta não está mostrando a capacidade produtiva em função das condições desfavoráveis que ocorreram durante o período de florescimento", conta Joaquim.
O agricultor Flávio Ribeiro esperava colher 1,5 mil sacas no ano que vem. Por causa da baixa floração terá de refazer as contas. "É uma incógnita para a gente o que vai mostrar realmente o café a ser colhido no ano que vem", diz.
A Conab deve divulgar em dezembro a primeira estimativa da safra de café do ano que vem.
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CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/11/2006
Neste fim de semana andei com mais atenção nas minhas lavouras.
Realmente nunca o café enfolhou, com tamanha rapidez. As gemas se tornaram folhas ao invés de frutos. Estou revendo os números para estimar minha safra no próximo ano. Com certeza a quebra será maior do que a bienalidade traria.
Nesta quinta feira passada estive em Belo Horizonte, na reunião da comissão técnica de café da FAEMG, e os companheiros de outras regiões produtoras compartilham da informação de uma quebra na safra maior que a normal.
Se falarmos em uma média de 50% de quebra da safra atual (44 milhõesde sacas de 60 Kg.), estaremos falando de um número aproximado à 22 mihões de sacas para serem colhidas em 2007; se falarmos em 40% teremos um número de 26,4 milhões de sacas de 60 Kg.
Assim sendo, e acredito que fique na média destes dois percentuais. Obteremos um número médio, de 24, 2 milhões de sacas para o ano de 2007. Veremos e aguardemos o pronunciamento dos números e as pressões as que podem pairar sobre as informações sobre a safra de 2007!
A realidade está aí só não vê quem não quer.
Saudações,
Arnaldo Reis Caldeira Júnior.