Termina na noite desta quinta-feira, dia 22, o FestCafé - International Coffee Meeting, evento realizado pela parceria entre CNC (Conselho Nacional do Café), Faemg (Federação da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais) e Governo do Estado de Minas Gerais, que contou, também, com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os organizadores e participantes consideraram o FestCafé como um divisor de águas no que tange à comercialização, pois aproximou os potenciais e virtuais compradores internacionais dos cafeicultores brasileiros. "Um ponto importante do evento, inteiramente vinculado ao Projeto Comprador, é que, através de uma inédita iniciativa coordenada por cooperativas e produtores, os compradores vieram ao Brasil, ao invés de nossos cafeicultores terem que se deslocar ao exterior", explicou Gilson Ximenes, presidente do Conselho.
De acordo com ele, a vinda dos estrangeiros cria uma série de favorecimentos ao agronegócio café nacional. "Primeiro porque temos menores despesas para apresentar nossos cafés a esses compradores, uma vez que os custos para nos deslocarmos internamente são mais reduzidos na comparação com os gastos tidos com o deslocamento de nossos produtos e produtores ao exterior", disse.
Ximenes, contudo, apontou que o fato mais importante é possibilitar que esses compradores saibam como é produzido o café no país. "Com a sustentabilidade em evidência, é fundamental que os compradores estrangeiros conheçam nossos métodos de produção, que são os mais avançados do mundo e que também respeitam o tripé de responsabilidade social, ambiental e econômica", afirmou. "Nossa legislação trabalhista para produzir é muito avançada, portanto, temos que 'vendê-la' como um diferencial, pois o consumidor está preocupado com esta questão e disposto a pagar por um produto que contemple as responsabilidades supracitadas", completou.
O presidente do CNC concluiu argumentando que, nesse sentido, o Projeto Comprador, realizado dentro do FestCafé, foi o primeiro passo para que o Brasil comece a agregar valor ao seu produto. "O intuito, agora, é dar continuidade a essa primeira iniciativa e, cada vez mais, proporcionar maiores ganhos aos nossos produtores, porque é inadmissível que quem produz fique com uma fatia de apenas 8% da receita mundial gerada pela cafeicultura", finalizou Ximenes.
FestCafé foi o primeiro passo para agregar valor ao produto
Gilson Ximenes, presidente do CNC, apontou que o fato mais importante é possibilitar que os compradores saibam como é produzido o café no país. "Com a sustentabilidade em evidência, é fundamental que os compradores estrangeiros conheçam nossos métodos de produção, que são os mais avançados do mundo e que também respeitam o tripé de responsabilidade social, ambiental e econômica", afirmou. "Nossa legislação trabalhista para produzir é muito avançada, portanto, temos que 'vendê-la' como um diferencial, pois o consumidor está preocupado com esta questão e disposto a pagar por um produto que contemple as responsabilidades supracitadas", completou.
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