Ferrugem é destaque em Congresso Nacional
Na abertura da 36ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, profissionais das principais instituições de ensino e pesquisa foram homenageados pela dedicação em programas de pesquisa e difusão da tecnologia aplicada ao controle da ferrugem. Completa-se neste ano, 40 anos de convivência com a doença.
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"O enfrentamento da ferrugem é um grande exemplo de integração de todas as instituições. Nós temos muito orgulho de ter contribuído para proteger a cafeicultura, nosso grande pratimômio nacional", enfatiza Sara Chalfoun, da UFLA.
Evolução e controle da ferrugem
O pesquisador e coordenador técnico da Fundação Procafé, José Brás Matiello, fez uma explanação sobre a evolução da doença e medidas de controle.
A continuidade das pesquisas é importante tendo em vista que hoje o manejo da lavoura cafeeira é bem diferente do adotado na década de 70. As lavouras são mais adensadas, a nutrição é mais intensiva, a produtividade é maior e existem novas áreas de plantio, sobretudo com tecnologia de irrigação, com grande interferência no micro-clima. Quanto ao controle, diferente do que se recomendava no início, hoje as indicações presam pela integração de sistemas, protetor e curativo, via solo e foliar, alternando princípios ativos diferentes devido ao aumento de resistência dos inóculos.
Outro fator que interfere é a variedade, sendo que Mundo Novo e Catuaí, as mais cultivadas no Brasil, são sucetíveis à ferrugem. Quanto às alternativas de cultivares resistentes à ferrugem, o pesquisador do IAC, Luiz Carlos Fazuoli, lembrou que o programa de desenvolvimento do Icatu, atualmente com resistência moderada, teve início 20 anos antes da entreda da doença no país.
Dos derivados de Híbrido de Timor, Fazuoli citou o Obatã, lançado em 2000, como alternativa principalmente para lavouras irrigadas. Ele lembrou que para a escolha da cultivar deve ser dada atenção para a sua adaptação regional e nível de resistência atual, já que ao mesmo tempo em que os programas incorporam genes de resistência, a ferrugem também evolui para ser cada vez mais disseminada, com o aparecimento de novas raças.
Dentre os homenageados, a turma do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), atualmente no Ministério da Agricultura (MAPA), Antônio Wander Garcia, Saulo Roque de Almeida, José Brás Matiello, Roberto Santinato e Durval Fernandes. Do Instituto Agronômico (IAC), receberam a homenagem Luiz Carlos Fazuoli e Roberto Tomaziello. Representando a equipe da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o professor Laércio Zambolim e, representando a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Universidade Federal de Lavras (UFLA), Sara Maria Chalfoun. Da equipe de pesquisadores do Instituto Biológico de São Paulo, Arlindo Pinheiro da Silveira e, representando as empresas de agroquímicos, José Erasmo Soares.
As informações são do Polo de Excelência do Café, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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MARECHAL FLORIANO - ESPÍRITO SANTO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO
EM 05/11/2010
O que se tem que ter em mente sobre rotação de produtos não é o PRINCÍPIO ATIVO do produto que está sendo usado. O mais importante é você fazer um manejo com produtos de MODO DE AÇÃO diferentes. Tanto faz você usar Flutriafol, Epoxiconazole, Ciproconazole, etc... são todos do mesmo grupo químico (triazóis) e todos tem o mesmo modo da ação sobre o fungo da Ferrugem.
O manejo da Ferrugem que está sendo incentivado fala sobre a adição de produtos PROTETORES (principalmente produtos a base de COBRE) aliado aos CURATIVOS (triazóis). Dessa forma podemos diminuir as chances do fungo da Ferrugem adquirir RESISTÊNCIA aos produtos curativos e talvez tenhamos uma convivência mais tranquila com a Ferrugem.
Saudações,
André Ceotto

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/10/2010
Eu estou usando Flutriafol, gostei, mas eu acho que a cada ano deveremos mudar o principio ativo, o que vcs acham?
Carlos Alberto