Fazenda trabalha com microlotes para se aproximar de consumidores

Localizada no Sul de Minas, a propriedade aposta no contato com quem consome para ampliar o trabalho do campo ao mercado.

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Por Thais Fernandes

Localizada no município de Campestre, no Sul de Minas, a Fazenda Mantissa traça um caminho bem além do campo. Em seu 6º microlote que chega ao mercado, foram utilizados três talhões de diferentes variedades para formar o café que teve lançamento em São Paulo, nesta quinta-feira (24/11). No centro da capital paulistana, a Cafezal Cafés Especiais foi escolhida para a degustação que trouxe a equipe da Fazenda para a cidade.

Foto: Lucas Albin/Agencia Ophelia / Café Editora
Foto: Lucas Albin/Agencia Ophelia / Café Editora


O microlote Percepção é formado por grãos da safra 2016 de três variedades: catuaí vermelho, catucaí amarelo, mundo novo. “A ideia foi unir as características exóticas destes cafés que estavam em pequenos talhões, para, assim formar o blend de apenas cinco sacas”, conta Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa.






Os talhões ficam a 1.245 metros de altitude, os grãos foram colhidos seletivamente e o processo adotado foi o natural. “Descobrimos que ele conseguiu unir notas de um café rigoroso, vinhoso com acidez média alta, que puxa notas de frutado”, pontua Leonardo.


Foto: Café Editora
Essa foi a primeira vez que a marca realizou degustação para lançar um microlote


Os microlotes começaram a ser lançados em 2014 e cada um recebeu um nome. “O nome Percepção veio justamente das possibilidades que esse café desperta para cada um. Não existe errado na hora de degusta-lo. Cada um encontra uma característica que é mais presente em sua memória”, revela Nassime Raydan, gerente comercial da marca.

Proximidade com o consumidor
Embora este seja o 6º microlote comercializado pela Fazenda, é a primeira vez que uma degustação marca o lançamento. “Essa experiência é para ter mais contato com o público e para as pessoas terem acesso a história por trás do grão”, afirma Nassime. “O setor dos microlotes costuma ser muito fechado. Aqui, com o próprio nome queremos brincar e tornar mais descontraído o processo do consumidor adquirir o café não apenas no supermercado e sim aprender a fazer um bom café também ele próprio”, completo.

Foto: Fazenda Mantissa
Leonardo Custódio, supervisor de qualidade da Fazenda Mantissa e Nassime Raydan, gerente comercial da marca apresentaram o novo microlote

A abertura do consumidor com a ponta produtora, explicam, pode se tornar mais profunda se o contato for direto. “Você conversando está levando um conhecimento muito mais amplo, de saber como o café foi desenvolvido, cria uma ligação. Dificilmente você vai ter essa experiência completa de outra forma”, pontua ela.

A Fazenda Mantissa adquiriu recentemente um armazém no município onde produz e a ideia é trabalhar com novos cafés de diferentes regiões futuramente. “Lá vamos beneficiar grãos de outros produtores e isso traz uma novas possibilidades, pois leva a tecnologia e processos aos grãos”, pontua Nassime, lembrando que o projeto ainda está sendo trabalhado pela empresa.
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Adelber Vilhena Braga
ADELBER VILHENA BRAGA

CAMPESTRE - MINAS GERAIS

EM 26/11/2016

O grupo Agro Fonte Alta ao qual pertence a Fazenda Mantissa trouxe uma visão inovadora a uma tradicional região produtora de café. O município de Campestre-MG situado entre 900 e 1350 metros de altitude é um grande produtor de café de montanha, e tem um potencial enorme a ser explorado no que diz respeito a qualidade. Iniciativas como as do grupo Agro Fonte Alta trazem mais visibilidade para a região e aguçam o produtor a explorar melhor o que a natureza oferece, levando desenvolvimento e despertando o orgulho do produtor e de todos os agentes da cadeia produtiva.