Segundo a assessoria de imprensa da BSCA, a etapa do Júri Internacional será realizada durante a Feira de Cafés Especiais da Europa, em Antuérpia, Bélgica, de 18 a 20 de maio.
"O fator climático, com muitas chuvas, prejudicou a qualidade de alguns lotes, apesar dos cuidados dos produtores com a secagem e armazenagem dos grãos, mas, entre essas 25 amostras finalistas, temos cafés muito bons", disse o profissional responsável pelo controle de qualidade da Cia. Agropecuária Monte Alegre, Jorge Menezes de Assis, que presidiu a Comissão de Classificadores da BSCA.
Os processos de seleção
A seleção das amostras é feita em provas cegas (sem identificação da origem do café) e segue a metodologia de avaliação sensorial, ou seja, cada lote é provado pelos profissionais que anotam, em um formulário próprio e em uma escala de zero a dez, notas para propriedades como corpo, sabor, doçura e grau de acidez. A nota de corte nesta etapa do júri nacional foi de 80 pontos. Na média, a nota ficou em 87 pontos.
Para o engenheiro-agrônomo Alexandre Gonzaga, secretário-executivo da BSCA, os cafés naturais são um verdadeiro teste de perícia e cuidado para os cafeicultores. "Nesse método, o grão de café é colhido em fase adiantada de maturação e seco com a casca, no terreiro, ao sol. Chuvas e qualquer tipo de descuido no preparo podem comprometer a qualidade, com a fermentação. Por isso, os cafés finalistas do Late Harvest são considerados verdadeiras pérolas".
Veja a relação dos lotes selecionados, por ordem alfabética:

