Falta de crédito dificulta manejo adequado do cafezal

A adubação e o tratamento fitossanitário preventivo dos cafezais devem ser feitos nesta época do ano, mas o produtor está com dificuldades para contratar financiamento. "Falta crédito para custeio, mas isso não é privilégio do café, pois outras culturas enfrentam o mesmo tipo de problema", diz o gerente de Desenvolvimento Técnico, Joaquim Goulart, da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), no sul de Minas.

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A adubação e o tratamento fitossanitário preventivo dos cafezais devem ser feitos nesta época do ano, mas o produtor está com dificuldades para contratar financiamento. "Falta crédito para custeio, mas isso não é privilégio do café, pois outras culturas enfrentam o mesmo tipo de problema", diz o gerente de Desenvolvimento Técnico, Joaquim Goulart, da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), no sul de Minas.

Segundo ele, apenas uma minoria de produtores capitalizados consegue antecipar as compras de insumos, como fertilizantes e agrotóxicos. "Os demais estão em compasso de espera, principalmente por causa da forte alta do preço do adubo".

O gerente da Cooxupé disse que os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para estocagem estão à disposição, "mas para custeio ainda não saiu". Goulart acrescenta que as condições de financiamento na cooperativa estão menos complicadas para defensivos, no tratamento preventivo de pragas e doenças, como, ferrugem, cigarra e bicho mineiro.

Ele observa que as floradas dos cafezais na região já ocorreram de modo definitivo, há cerca de 15 dias. Agora é preciso aguardar o desenvolvimento das lavouras, que precisam de chuvas regulares. "O clima está um relógio, com as chuvas chegando na hora certa", garante. A perspectiva é de boa produção nas lavouras novas e naquelas preparadas para produzir bem, renovadas por meio de podas.

O problema, diz Goulart, é que a colheita da safra deste ano foi atrasada. Os cooperados da Cooxupé devem entregar este ano cerca de 6,050 milhões de sacas de café à cooperativa. Desse total, cerca de 3% da produção ainda não foi colhida, principalmente em grandes propriedades. Também tem café de varrição, a ser catado do chão.

As chuvas, no entanto, atrapalham os trabalhos e prejudicam a qualidade do produto, depreciando o preço. Só neste fim de semana, o volume de chuva na região alcançou cerca de 40 mm. "Esses cafés não encontrarão comprador no mercado externo", informa. A matéria, de Tomas Okuda, foi publicada na Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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