FAEP quer medida urgente contra crise da cafeicultura
Uma das medidas urgentes para o produtor de café sair do sufoco é o estabelecimento do preço mínimo de R$ 355,00, compatível com o custo de produção, além do reescalonamento das dívidas do setor de todos os contratos, vencidos ou a vencer, uma vez que o cafeicultor não tem atualmente condições de cumpri-los. Essas e outras reivindicações foram enviadas ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pelo presidente da FAEP, Ágide Meneguette.
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Segundo ele, o cafeicultor do Paraná passa por uma grave crise e desde 2000 o setor vem lutando contra preços baixos e custos de produção elevados. Comparando o salário-mínimo com o preço do café recebido pelo produtor conclui-se que, em 1998, uma saca de café valia cerca de 1,82 salário-mínimo, hoje representa apenas 0,48. Isso fez com que o custo de mão-de-obra aumentasse 273% nos últimos dez anos, compara Meneguette.
Outro parâmetro utilizado para comparar a perda de receita do produtor é o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que variou 128,40% de 2000 para cá, enquanto o preço da saca de café ao produtor se manteve estável. Ágide Meneguette lembra que o Paraná, que já foi o maior produtor mundial de café, erradicou mais de sete mil hectares da cultura em 2009 e figura atualmente como sexto estado produtor. "Muitos produtores se desfizeram de seu patrimônio para cumprir suas obrigações e a maioria está endividada".
Além dos problemas de preço e custo, diz Meneguette, o produtor é prejudicado pela mistura de impurezas no café torrado e moído. Essa medida reduz a demanda do café em grãos e causa distorções no mercado. No total são sete os itens enumerados pelo presidente da FAEP. Veja a seguir:
1. Estabelecer o preço mínimo de R$ 355,00, compatível com o custo de produção;
2. Reescalonar as dívidas do setor de todos os contratos, vencidos ou vincendos, uma vez que o produtor não tem condições de cumpri-los;
3. Aceitar nos reembolsos das operações de Funcafé o café beneficiado;
4. Estabelecer ações para gerar estoques reguladores, que pode ser viabilizado com a implementação da proposta acima;
5. Disponibilizar maior número de contratos de Opções de venda;
6. Agilizar o processo de implementação do regulamento técnico de qualidade para o café torrado e moído, conforme Consulta Pública 49/2009 do Ministério da Agricultura;
7. Implementar a fiscalização de impurezas no café torrado e moído.
As informações são da Faep.
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ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO
EM 27/08/2009
Atualmente, os produtores estão encurraldos em uma única cultura, onde se evita ter gastos ou riscos extras em outras atividades agrícolas. Agora perguntamos: O que está dando dinheiro no ramo agropecuário atualmente?
Difícil resposta! O que faremos para diminuir custos?Qual outra opção de renda ou outra atividade dentro de uma propriedade agrícola?
Pena que o preço do café esteja tão abaixo da linha de custo, pois a cafeicultura se mantém ainda pela agricultura familiar, que está começando a se desestruturar pela falta de geração de renda no campo.
Necessitamos de mais apoio político, pois boa vontade e coragem para trabalhar o cafeicultor tem de sobra. Queremos um bom preço no nosso precioso produto que é o café.

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 12/08/2009
exemplo, em dez sacas de café por hectare. Seria uma maneira de diminuir a produção total anual.
Naturalmente, esta ideia deverá ser aperfeiçoada em termos de controle e valores. Se aproxima da subvenção dada pelo Governo para erradicar café na década de 1960, mas não é tão drástica.
Atenciosamente,

VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 29/07/2009
Poderão ser retirados dessa relação as propriedades planas, mecanizadas e localizadas em qualquer parte do país e, dos grandes grupos empresariais que não precisam dessa atividade para viver, que demandam pouca mão-de-obra (hoje juntamente com os insumos, o gargalo dos custos de produção).
A situação é tão séria para as demais propriedades/produtores, que por ventura alguém receba de herança uma propriedade montada, sem necessidade de novos investimentos, dentro de um ano a dois, estará comprometido financeiramente e ou sua propriedade em estado de abandono.
Então fica a pergunta: como equacionar a situação presente e futura da maioria dos produtores que está carregando um passivo de 4,2 bilhões de reais que é a dívida da cafeicultura brasileira? (Já que é impossível manter-se na atividade com café sendo comercializado nos níveis atuais de R$ 240,00/saca).
Para pensar...
A dívida total da cafeicutura reprenta pouco mais de 3% do plano safra 2009/10 do país (107 bilhões de reais). Esta atividade, provavelmente emprega mais, do que todas as demais culturas juntas.
Será então, que não está faltando sensibilidade e vontade política, para dar um basta nessa situação de penúria em que se encontram a grande maioria dos produtores de café arábica e de seus auxiliares, distribuidos por mais de 1.800 municípios brasileiros?
Parabéns FAEP pela manifestação em defesa dessa atividade centenária e precursora do desenvolvimento experimentado pelo país.