Exportadores querem denunciar UE por discriminação

Enquanto o governo brasileiro espera para tomar uma decisão sobre a redução da entrada de café solúvel nos 27 países da União Européia (UE), que é taxada em 9%, os exportadores querem uma solução rápida.

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Enquanto o governo brasileiro espera para tomar uma decisão sobre a redução da entrada de café solúvel nos 27 países da União Européia (UE), que é taxada em 9%, os exportadores querem uma solução rápida.

A Associação Brasileira de Exportadores de Café Solúvel (Abics) demonstra "impaciência com a demora" do governo em denunciar a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC) por discriminação.

Segundo reportagem de Assis Moreira, do Valor Econômico, os exportadores reclamam que em um ano já tiveram queda de 7% nos embarques devido à diferença de tarifas com os concorrentes da América Central e do Sul, que entram no bloco sem pagar taxas graças ao "regime drogas" do Sistema Geral de Preferências (SGP) europeu, que reduz tarifas para produtos de alguns países que combatem a produção ilícita de drogas.

Mauro Malta, da Abics, ressaltou que a perda em volume tende a aumentar e se tornar "irreversível" porque os concorrentes estão construindo novas fábricas para atender o mercado europeu.

Entretanto, o Itamaraty avisou aos exportadores que denunciar o SGP europeu como um todo não dá garantia de retorno da cota - até 2006 era liberada a entrada de 10 mil toneladas sem taxa na Europa.
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