Exportadores buscam ampliar receita com cafés especiais
No ano passado, foram comercializados mais de 8 milhões de sacas de cafés certificados, o que equivale a 6% do consumo mundial. Apesar do volume considerado modesto, o rápido incremento da demanda tem atraído produtores e exportadores brasileiros. No ranking dos produtores, o Brasil lidera em volume. A diferença no preço pago para quem comercializa café sustentável pode chegar a mais de 100% em relação ao comum.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
No ano passado, foram comercializados mais de 8 milhões de sacas de cafés certificados, o que equivale a 6% do consumo mundial. Apesar do volume considerado modesto, o rápido incremento da demanda tem atraído produtores e exportadores brasileiros. No ranking dos produtores, o Brasil lidera em volume.
De acordo com Gabriel Carvalho Dias, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), a demanda por especiais tem crescido muito acima da por convencional, cerca de 15% ao ano contra menos de 2%. "Os cafés especiais podem ajudar o Brasil a entrar em novos mercados", disse.
Um desses mercados potenciais é a Escandinávia. Segundo Herman Friele, presidente e sócio majoritário da companhia Friele Coffee, em Bergen, na Noruega, o café de alta qualidade vai estar, futuramente, na ponta da demanda e o Brasil deve ganhar espaço nesse mercado. "Há uma grande demanda futura por produtos sustentáveis e não haverá outro produtor que atenda", avalia.
Atualmente a região, que abrange Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia, consome 3,7 milhões de sacas de arábica anualmente, destas 1,7 milhão são importadas do Brasil. "Os produtores brasileiros vão poder vender o mesmo volume por um preço mais alto e nós vamos continuar comprando", prevê Friele.
No Brasil, os executivos também têm boas perspectivas para esse nicho. A Sara Lee, líder na comercialização de torrado e moído no País, tem registrado um crescimento médio de 4% a 5% nos últimos anos, mas para o segmento premium, a companhia estima um avanço de 25% ao ano. "No longo prazo, o consumidor vai comprar cada vez mais produtos mais sofisticados", afirmou Dantes Hurtado, presidente da Sara Lee no Brasil.
Durante o Seminário Internacional do Café, que ocorreu na cidade do Guarujá, em São Paulo, na última semana, um bloco de palestras foi dedicado ao tema Sustentabilidade e Certificações na Produção Brasileira. A Imaflora, líder nacional na certificação sócio-ambiental no setor agrícola, já tem 28 empreendimentos de café certificados no país. São 60 propriedades e 9 mil trabalhadores envolvidos. "Especialmente esse ano o papel do exportador tem sido muito importante na busca por café certificado", comentou Eduardo Trevisan, coordenador nacional de certificação da entidade.
Entre os importadores do café certificado pela Imaflora, a Europa lidera com 60% das aquisições, seguida pelo Japão que responde por 20%. A demanda das torrefadoras nacionais também vem crescendo e já representa 10% da procura pelo produto certificado.
Entre as empresas, a Taloca, central de compras de café da Kraft Foods, é a que mais importou café certificado do Brasil no último ano. Para Guilherme Braga, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o mercado de café se caracteriza pela exigência por qualidade e esse é um nicho que ainda pode crescer muito em volume. "O café especial, certificado, além da agregação de valor é um facilitador de negócios", avalia.
Segundo Braga, a expansão desse segmento deve se refletir no mercado convencional e a demanda deve puxar a produção de forma geral, aumentando a oferta brasileira. A região da Alta Mogiana, localizada no nordeste de São Paulo, é um dos principais pólos mundiais na produção de cafés especiais. Para fortalecer o marketing dos seus produtos e facilitar sua comercialização os cafeicultores de 14 municípios da região fundaram a Alta Mogiana Specialty Coffees (AMSC).
Os membros da Associação reservam cerca de 60 mil sacas do total produzido anualmente para serem destinadas ao mercado de especiais. Os cafés são produzidos pelos sistemas natural, cereja descascado e despolpado.
O sul do Estado de Minas Gerais também é reconhecido pela qualidade do seu café. Na última semana, a prefeitura de Poços de Caldas, um dos municípios da região, promoveu o 1° Simpósio de Certificação de Cafés Sustentáveis, que teve como tema "Sustentabilidade do grão à xícara", com o objetivo de estimular a integração do agronegócio café para identificar e sistematizar informações do que está sendo chamada de "nova cafeicultura": socialmente justa, ecologicamente correta e economicamente viável. As informações são do Diário do Comércio e Indústria/SP.
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MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/06/2008
Nossa Cooperativa, na busca de novos mercados, está em vias de conseguir a Certificação Fairtrade e pretende, em breve, obter o selo "Rainforest Alliance" porque entende que este mercado de cafés sustentáveis é o caminho para o futuro da cafeicultura.
Seremos a segunda Cooperativa do Brasil a se certificar Fairtrade para café Conillon.
Saudações,