Exportadora de café do ES é acusada de fraude fiscal

O Grupo de Proteção a Ordem Tributária (GETPOT), através da Operação Acádia, em Colatina (ES), busca provas de fraudes fiscais na comercialização de café pela Acádia Comércio e Exportação Ltda. Os sócios da empresa são suspeitos de sonegar mais de R$ 12 milhões, nas contas do Ministério Público Estadual (MPES). Os diretores negam as acusações. "Estamos tranqüilos. Vamos esperar as coisas acontecerem para que possamos agir dentro da lei", disse um dos diretores da Acádia, Luiz Fernando Mattedi.

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O Grupo de Proteção a Ordem Tributária (GETPOT), através da Operação Acádia, em Colatina (ES), busca provas de fraudes fiscais na comercialização de café pela Acádia Comércio e Exportação Ltda. Segundo reportagem de Nilo Tardin, do jornal A Gazeta/ES, os sócios da empresa são suspeitos de sonegar mais de R$ 12 milhões, nas contas do Ministério Público Estadual (MPES). Eles estão sendo investigados por sonegação, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha, segundo os policiais e promotores de crimes fazendários.

Na sexta-feira, sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Serra foram cumpridos no escritório, salas, sítio e residências dos sócios. Um ponto no município da Serra, ligado à empresa fiscalizada, também foi revistado na operação.

Foram apreendidos quatro automóveis, R$ 130 mil em dinheiro, armas, centenas de notas fiscais, blocos, computadores e documentos contábeis, e levados para Vitória, onde serão analisados.

Segundo os investigadores, a Acádia simulava a compra de café de Rondônia e requeria a compensação de créditos no Espírito Santo utilizando notas fiscais frias ou emitidas por empresas "laranja". "O golpe pode chegar aos R$ 13 milhões. Os bens possivelmente comprados com o dinheiro sonegado foram recolhidos objetivando garantir o ressarcimento ao estado", disse o promotor de Justiça no comando operação, que preferiu não ter seu nome revelado.

A fiscalização calcula que o grosso das fraudes tenha ocorrido entre 2003 e 2004.

Os diretores negam as acusações. "Estamos tranqüilos. Vamos esperar as coisas acontecerem para que possamos agir dentro da lei", disse um dos diretores da Acádia, Luiz Fernando Mattedi. Segundo ele, a fiscalização inviabilizou o funcionamento da empresa nos próximos dias e o escritório deverá ficar fechado até o recurso de defesa ser impetrado.
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