A exportadora Terra Forte apontou a safra 2017 de café do país em 48.055.000 de sacas. Em relação ao montante estimado de 2016, 54.445.000 de sacas, é uma queda de 11,7%. A empresa afirma que o levantamento foi feito após viagem pelas regiões produtoras de arábica e robusta no Brasil. Desse total, 38.175.000 sacas são da espécie arábica. Um aumento de 13% em relação as 44 milhões de sacas observadas pela exportadora em 2016.
Mogiana
Na região paulista da Mogiana, a equipe da Terra Forte apontou que após um excelente desempenho em 2016, este ano as plantações devem ter uma safra mais homogênea entrando em ciclo de baixa. Em comparação as regiões de Garça e Sorocaba, por exemplo, a Mogiana deve ter uma queda mais acentuada na produção. Os produtores aproveitar para acelerar os tratos e podas na lavoura.
Cerrado Mineiro
A estimativa da Terra Forte para a região mineiro é também de baixa, após uma ótima produção em 2016. Ali também os produtores farão podas mais drásticas neste ciclo.
Sul de Minas
Já a região sul-mineira foi subdivida em duas situações opostas. Segundo a exportadora, áreas montanhosas onde a produção de 2016 não foi tão alta e por isso deve se recuperar neste ano. Já outras lavouras em áreas mais planas produziram bem no ciclo anterior e, agora, necessitarão da poda com mais intensidade e, por isso, apresentarão baixa.
Matas de Minas
A região das Matas de Minas, tratada na estimativa como Zona da Mata, é a região que apresenta a bianualidade invertida. A previsão é de que ali se apresente uma boa produção, mas não excepcional como em outros pontos.
Conilon
No estado do Espírito Santo, maior produtor de café conilon, o clima vem melhorando após longo período de estiagem. Contudo, infelizmente, a melhora veio tarde para recompensar a produção da safra 2017. Segundo a Terra Forte, o problema está especialmente em áreas mais importantes como os municípios de Jaguaré, Vila Valério e São Gabriel da Palha.
Confira os dados no quadro elaborado pela Terra Forte, abaixo: