Exportações do Brasil caem 33,7% no primeiro mês do ano safra 2016/2017

"Fluxo de entrada da nova safra no mercado foi mais lento do que o previsto e os estoques estão baixos, o que acabou impactando nas exportações", afirmou, presidente do Cecafé.

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 Da redação

Dados levantados pelo Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - apontam que o País exportou 1.908.808 sacas de café no mês de julho, que marcou o início do ano safra 2016/2017. Foram 1.573.465 (82,4%) sacas de café arábica, 37.359 (2%) sacas de robusta, 295.314 (15,5%) de solúvel e 2.670 (0,1%) sacas de torrado e moído. O volume foi responsável por uma receita cambial de mais de US$ 297,2 milhões.

O dado, entretanto, representa queda de 33,7% em relação ao mês de julho de 2015. “O fluxo de entrada da nova safra no mercado foi mais lento do que o previsto e os estoques estão baixos, o que acabou impactando nas exportações”, afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Tabela: Cecafé/ exportações julho de 2016


O número mais expressivo corresponde a brusca quebra de exportações do café conilon, de 90,9% menos café embarcado neste mês em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tabela: Cecafé/ exportações julho de 2016



Desde janeiro até julho deste ano já foram embarcadas 18.188.838 sacas, com a respectiva receita de mais de US$ 2,7 bilhões. O acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho de 2016) soma 34.562.514 sacas e receita de mais de US$ 5,2 bilhões.

Principais destinos
O país que mais importou café do Brasil em julho deste ano foi os EUA, com 447.459 sacas (23,4%). Em segundo lugar ficou Alemanha - 343.846 sacas (18,0%) -, e Japão - 132.381 sacas (6,9%).

No ano civil (janeiro a julho), 120 países consumiram o café brasileiro. Os EUA lideram concentrando 19% do volume (3.459.628 sacas), seguido pela Alemanha (3.372.043 sacas). O Japão fica no terceiro lugar, com 1.398.078 sacas, seguido de perto pela Itália (1.390.265 sacas).

Cafés diferenciados
De cada cinco sacas de café brasileiro exportado atualmente, uma é de diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, por exemplo). Em julho deste ano, foram 367.128 sacas de cafés com essas características, representando 19,2% dos embarques.

Os cafés diferenciados representaram 19,8% dos embarques do ano civil (janeiro a julho), com um total de 3.603.184 sacas, alcançando preços médios 27,4% superiores à média total do café verde exportado.

Os EUA são o maior consumidor do café diferenciado, com uma fatia de 20% do total de exportações, ou 713.278 sacas no período.

Preços
O preço médio registrado em julho de 2016 teve alta de 6,1% em relação ao mês anterior, chegando a US$ 155,70, valor mais alto dos últimos 9 meses, compensando a desvalorização do dólar.

Portos
O Porto de Santos segue como a principal via de escoamento da safra para o exterior, com 84,3% do volume embarcado (15.324.548 sacas no ano civil). Os Portos do Rio de Janeiro também tiveram um desempenho expressivo, com 11,6% dos embarques (2.104.913 sacas) do período.
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Equipe CaféPoint

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