Exportações do agronegócio devem aumentar, afirmam especialistas

Com a reeleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos, os principais setores de exportações agrícolas brasileiros acreditam em aumento do comércio com o país e facilidades nas negociações internacionais. O democrata venceu a eleição com 50,3% dos votos, contra 48,1% do candidato do Partido Republicano Mitt Romney.

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Com a reeleição do presidente Barack Obama nos Estados Unidos, os principais setores de exportações agrícolas brasileiros acreditam em aumento do comércio com o país e facilidades nas negociações internacionais. O democrata venceu a eleição com 50,3% dos votos, contra 48,1% do candidato do Partido Republicano Mitt Romney.
Mesmo com a reeleição do presidente nos Estados Unidos, o que realmente influencia em relação a contratos de compras internacionais é a maioria no Congresso e no Senado. O resultado das urnas apontou maioria republicana no Congresso e vitória do Partido Democrata no Senado. Essa situação garante ao Brasil, historicamente, uma maior facilidade nas negociações.

"Teoricamente quanto mais republicano for o Congresso menos problema comercial você enfrenta. Embora o Senado siga democrata, a Câmara tem um perfil mais liberal. Para suco de laranja, a gente continua tendo problemas com os produtores norte-americanos, que acusam os exportadores brasileiros de uma série de irregularidades. O que o Congresso pode nos ajudar é na hora que a gente precisa se defender e na hora que a gente precisa avaliar, aí a gente tem mais tolerância", explica o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Christian Lohbauer.

Além da citricultura, outro setor que acredita que a vitória de Barack Obama deve ser positiva para as negociações de produtos brasileiros é a cafeicultura.

"Eu acredito que a reeleição do Obama nas eleições dos Estados Unidos deve manter a economia em processo de recuperação. Isso é bom para o consumo do café. Os hábitos do consumo do café mudaram nos Estados Unidos desde a crise de 2008 e com a economia retomando seu processo de crescimento isso pode contribuir para um maior consumo do café.

"Os Estados Unidos dependem cada vez mais do café brasileiro, tanto em quantidade quanto em qualidade", afirma Nathan Herszkowicz, presidente do Sindicafé, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e colunista do CaféPoint.

As informações são da Famasul e do Canal Rural, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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