Exportações brasileiras de café apresentam recuperação
As exportações brasileiras de café seguem em plena recuperação. Em agosto, o volume exportado aumentou 12,1% em relação ao mesmo mês de 2009 (foram embarcadas 2,77 milhões de sacas de 60 quilos) e a tendência, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), é que esse crescimento se mantenha até o final do ano, com preços melhores, atingindo uma receita de cerca de US$ 5 bilhões.
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Segundo ele, o Brasil é um fornecedor cada vez mais procurado no plano internacional, mesmo levando em conta suas carências logísticas. "Entre os fatores que se destacam na exportação está a maior capacidade brasileira de realizar embarques em volumes superiores a dois milhões de sacas por mês. Isso já vem ocorrendo há vários meses e é uma garantia de suprimento, da confiabilidade e de que a qualidade do produto está se aprimorando", explica Braga. "Nossa expectativa é que o volume de exportação se situe este ano em torno de 31 milhões de sacas", adianta o executivo.
Para Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), 2010 tem sido favorável nas várias direções do agronegócio do café. "O Brasil vem aumentando suas exportações de café em grão e também de solúvel, iniciando ainda muito timidamente as exportações de café industrializado com marca brasileira", destaca. Em 2009, de acordo com a Abic, a participação brasileira no comércio mundial de café atingiu 32%. As vendas foram de US$ 4,7 bilhões, dos quais US$ 4,2 bilhões de grão cru e o restante de café instantâneo solúvel. Da safra brasileira de café, essa exportação representa em média 60%, o restante é consumido no Brasil. Isso vem aumentando gradualmente. Em 1998, o share brasileiro era de 20% do mercado mundial.
Esse forte crescimento se dá pelo aumento de produtividade. "Há 15 anos, a produtividade era de nove sacos por hectare, atualmente é 22 sacos por hectare. É resultado do aperfeiçoamento e desenvolvimento de tecnologias no campo, voltadas para variedades mais produtivas e no adensamento de árvores por hectare. Ocupamos posição no mercado mundial antes ocupada por nossos concorrentes, principalmente da América Central, conhecida pelo café de alta qualidade", relata Herszkowicz.
A exportação de café industrializado e de grãos especiais começa a crescer com apoio de programas de incentivos, realizados em conjunto pelo setor privado e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A reportagem é do jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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