O café industrializado também sofreu queda nas exportações em relação a janeiro passado, com uma perda de 16,8% no volume. No total das exportações brasileiras, houve um recuo de 5,9%, o que representou uma queda na receita cambial de 13,9%. O total de sacas exportadas no período foi de 2.490.023, com receita cambial de US$ 400,9 milhões e o preço médio em US$ 161,01.
“Acreditamos que o ritmo seguirá mais lento até a entrada da nova safra, que trará uma expectativa melhor. Além disso, o volume de chuva tem sido alto, o que favorece a produção. Se o fator climático permanecer desta forma, será muito positivo”, tranquilizou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.
Cafés especiais
O balanço do mês, no entanto, não foi de todo ruim. Os cafés diferenciados brasileiros, que no ano passado participaram, no período, de 14,9% das exportações, tiveram uma parcela de 21,1% no último mês. O total de sacas exportadas dos cafés diferenciados no período foi de 524.851, e o preço médio ficou em US$ 189,39.
A Alemanha desbancou os Estados Unidos como principal comprador dos grãos brasileiros em janeiro. Com participação de 20,6% no mercado, o país europeu passou com folga dos EUA, que hoje representam 17,9% dos exportadores. O Japão segue na terceira posição, que registrou um aumento de 10,51% de exportação do café brasileiro, com 8,8% de participação no mercado. Ainda se destacam Itália, Bélgica, Reino Unido e Canadá.