Expectativa de grande safra no Brasil pressiona preços

Preços do café fecham em queda nesta terça-feira (13). Em Nova York, o primeiro vencimento, maio/10, teve queda de 135 pontos, fechando a 132,20 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico a saca de café fechou a R$ 283,32, com queda de 0,13%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A expectativa de uma grande safra brasileira acaba trazendo natural pressão sobre os preços.

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Preços do café fecham em queda nesta terça-feira (13) no mercado físico e futuro. A expectativa de uma grande safra brasileira, que começa a ser colhida agora em abril, mas que deve demorar uns 30 dias para ter maior volume de oferta, acaba trazendo natural pressão sobre os preços.

Em Nova York, o primeiro vencimento, maio/10, teve queda de 135 pontos, fechando a 132,20 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para julho/10 terminaram o pregão a 133,85 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 145 pontos frente as cotações da véspera.

Os preços são os mais baixos em três semanas.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O primeiro vencimento, maio/10, teve queda de US$ 1,65, fechando a US$ 165,50 a saca. Os contratos com vencimento julho/10 tiveram desvalorização de US$ 1,80, fechando a US$ 159,25 a saca.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

A cotação da moeda norte americana encerrou o dia com leve queda de 0,14%, sendo cotada a R$ 1,758.

Gráfico2. Cotação do dólar (R$)

Figura 3


Mercado físico

A saca de 60 quilos do café arábica fechou a R$ 283,32, com queda de 0,13%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Segundo Cepea, a produção brasileira de café arábica da safra 2010/11 está se uniformizando, em termos de padrão do grão. De modo geral, o calibre dos grãos tem se igualado na maioria das regiões e, com o grau de maturação avançado, alguns lotes poderão ser colhidos um pouco antes do previsto. Em algumas regiões, como o Sul de Minas Gerais, bem como Mogiana Paulista e Noroeste do Paraná, o tamanho dos grãos está mais uniforme, diminuindo a preocupação quanto à qualidade da safra 2010/11.

Em relação a preços, se 2010 for semelhante aos anos anteriores, até maio, o produtor pode ter boas chances de negociar o café em patamares satisfatórios. Além disso, os preços do grão podem conseguir relativa sustentação neste ano, devido ao aquecimento do consumo externo e interno, combinado com baixos estoques internacionais. Quanto à comercialização do arábica 2009/10, o ritmo seguiu satisfatório em março. No Cerrado mineiro, até o final do mês, ainda havia cerca de 20% da safra para ser negociada. Já em Mogiana e Garça (SP), bem como no Sul de Minas Gerais, restavam apenas 15%. O Noroeste do Paraná era a região com maior percentual a comercializar, cerca de 30 do total da safra passada.

Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint

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