Em um fato sem antecedentes na história econômica do país, o Café da Colômbia receberá o reconhecimento como Indicação Geográfica Protegida (IGP) nos 27 países da União Européia (UE) e começará a aproveitar os benefícios comerciais que este selo representa, segundo informou a Federação Colombiana de Produtores de Café.
O presidente da Federação, Gabriel Silva, mostrou-se satisfeito com a decisão da UE que permitirá a obtenção de um preço melhor para o produto.
Segundo o embaixador-chefe da Comissão Européia para a Colômbia e Equador, Fernando Cardesa, a certificação "não somente tem um significado do ponto de vista de qualidade, proteção e denominação, mas também, de caráter econômico. O fato da diferenciação na marca e na qualidade é um fator importante no preço".
Cardesa explicou que isso significa que quando houver redução nos preços no mercado internacional, a redução para o produto colombiano será menor, porque o diferencial não se perderá pelo fato de ter um registro de proteção, pelo menos nos mercados europeus, segundo informações da agência de notícias AFP.
A solicitação foi apresentada à Comissão Européia em meados de 2005, após um trabalho de mais de um ano, de acordo com informações divulgadas pela Federação.
De acordo com as regras da UE, agora só ficam pendentes as formalidades de registro e publicação da declaração da "IGP Café da Colômbia" no Diário Oficial das Comunidades Européias e a entrega da Certificação Oficial, que será feita em um ato especial em Bruxelas no próximo 27 de setembro.
"A peculiar localização geográfica da zona cafeeira colombiana, somada às características de clima, solos e relevo particulares, fazem com que o Café da Colômbia possua atributos físicos e organolépticos peculiares", informa o texto no qual a UE reconhece o IGP para o grão colombiano.
Europa certifica café colombiano com IGP
O Café da Colômbia receberá o reconhecimento como Indicação Geográfica Protegida (IGP) nos 27 países da União Européia (UE). Com isso, quando houver redução nos preços no mercado internacional, a redução para o produto colombiano será menor, pelo menos nos mercados europeus.
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KELLY LISSANDRA BRUCH
PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL
EM 19/08/2007
Gostaria de ressaltar que esta não é a primeira indicação geográfica reconhecida na União Européia. A primeira foi a IG Vale dos Vinhedos, que é brasileira. Seria interessante corrigir este equívoco. Fomos nós, por iniciativa do setor vitivinícola do Rio Grande do Sul, especialmente o Instituto Brasileiro do Vinho e a Aprovale - Associação dos Produtores do Vale dos Vinhedos, com apoio do Ministério da Agricultura, Ministério de Relações Exteriores, Ministério de Indústria e Comércio e Instituto Nacional da Propriedade Industrial que possibilitaram, após muitas negociações, que uma indicação geográfica de terceiro país fosse reconhecida na União Européia.
Att
Kelly Bruch
Att
Kelly Bruch