EUA: café tem pior desempenho entre commodities

As maiorias das commodities negociadas nas bolsas americanas teve valorização nas médias semestrais das cotações, no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2005. No caso do café, houve uma queda de 7,8% na comparação das médias semestrais, motivada pelas boas exportações brasileiras e pela perspectiva de uma safra grande no país, em 2006/7.

Publicado por: CaféPoint

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A despeito da turbulência financeira global que marcou boa parte do período, a maior parte das commodities agrícolas negociadas nas bolsas de Nova York e Chicago registrou valorização em suas cotações médias, no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2005, de acordo com reportagem de Mônica Scaramuzzo e Cibelle Bouças, para a edição de hoje do jornal Valor Econômico.

A grande estrela em ascensão foi o açúcar, cuja cotação média dos contratos de segunda posição de entrega, negociados em Nova York, foi 88,4% maior, nos primeiros seis meses deste ano, que no mesmo período do ano passado. Na situação oposta, esteve o café, que amargou uma queda de 7,8% na comparação das médias semestrais, segundo cálculos do Valor Data, citados na reportagem.

Analistas ouvidos pelo Valor lembraram que, dada a turbulência financeira guiada em grande parte por expectativas em relação aos rumos da economia americana, os fundos de investimentos atuaram no mercado de commodities de olho em fatores macroeconômicos, e que essa postura se traduziu, de maneira geral, em pressão baixista sobre as cotações.

No entanto, estreitaram-se os vínculos de produtos como açúcar, soja e milho ao setor energético e, consequentemente, às variações do petróleo, bastante positivas, no período citado. "Esse movimento começou a acontecer no segundo semestre de 2005, mas só neste ano foi notada uma grande influência", disse, na reportagem, Renato Sayeg, da Tetras Corretora.

Este estreitamento não ocorreu no caso do café e, além disso, o tom baixista foi dado pelas boas exportações brasileiras e pela perspectiva de uma safra grande no país, em 2006/7. A cotação média do produto alcançou US$ 1,0960 por libra-peso, sempre de acordo com os cálculos do Valor Data.

De acordo com Rodrigo Costa, da Fimat Corretora, ouvido na reportagem, o café poderá apresentar alteração nos fundamentos, na metade final de 2006, sobretudo, a partir do último trimestre, quando o mercado começará a ficar atento à menor colheita de café no Brasil prevista para a safra 2007/8.

Fonte: Valor Econômico, adaptado por Equipe CaféPoint.
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