Estudos sobre café são apresentados na Indonésia

Pesquisadores do mundo cafeeiro estão reunidos na ilha de Bali, Indonésia para participarem do maior evento da ciência cafeeira mundial. A vigésima terceira Conferência Mundial da Ciência do Café, promovida pela ASIC (Associação para a Ciência e Informação no Café) aborda os principais temas da área como café e saúde e os efeitos do consumo de café na fisiologia humana, a química do café, processamento, genética, qualidade, certificações, tratos culturais e sustentabilidade.

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Pesquisadores do mundo cafeeiro estão reunidos na ilha de Bali, Indonésia para participarem do maior evento da ciência cafeeira mundial. A vigésima terceira Conferência Mundial da Ciência do Café, promovida pela ASIC (Associação para a Ciência e Informação no Café) aborda os principais temas da área como café e saúde e os efeitos do consumo de café na fisiologia humana, a química do café, processamento, genética, qualidade, certificações, tratos culturais e sustentabilidade.

A abertura do evento foi no domingo, dia 01 de outubro e contou com a presença do Ministro da Agricultura da Indonésia. Na segunda-feira, foram apresentados importantes trabalhos sobre café e saúde. O destaque ficou para trabalhos que demonstraram que o consumo moderado de café é benéfico na prevenção de doenças cardiovasculares, especialmente em mulheres. Outra boa notícia vem da associação benéfica do consumo de café na prevenção do Mal de Alzheimer e combate aos sintomas da doença, como perda de memória. Pesquisadores brasileiros apresentaram trabalhos sobre o efeito antibacteriano do café.

Na terça-feira, dia 2, foi a vez dos trabalhos sobre química do café. A complexidade dos diversos componentes químicos que compõe uma xícara de café foi destaque. Pesquisadores suíços inclusive compararam os diversos aromas e sabores do café a uma orquestra. Uma orquestra bem afinada é sinônimo de prazer para o consumidor. Mais de 800 substâncias foram encontradas em análises químicas e muitas delas estariam relacionadas principalmente ao aroma do café.

Pesquisadores do Paraná apresentaram um estudo que analisa a presença de lipídios benéficos à saúde humana em diversas variedades de café. Já pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentaram um interessante trabalho que usa espectroscopia infravermelha para separar café torrado e moído originário de grãos defeituosos (PVA) de grãos não defeituosos.

A Embrapa Café apresentou estudos que envolvem análise bioquímica de diterpenos (qualidade); mapeamento físico e genético de cafeeiros, incluindo o mapeamento para gene de resistência a ferrugem e análise funcional de genes transportadores de Boro, também envolvidos em qualidade e resposta a estresse abióticos.

Outra pesquisa a ser apresentada são os resultados preliminares sobre o estudo de identificação de marcadores funcionais, do tipo EST-SSR, associados com a resistência ao bicho-mineiro. "A importância desse trabalho é que, até o momento, não existem marcadores para seleção desta característica", diz a pesquisadora Mirian Maluf.

O Brasil está representado no evento por pesquisadores do IAC, UFLA, UFMG, IAPAR, UFRJ, Embrapa e outras instituições.

As informações são de Paulo Henrique Leme, da P&A Marketing International, e da Embrapa Café, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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