Estudo quer traçar perfil da cafeicultura de montanha

Levantamento de dados permitirá obter um diagnóstico da produção cafeeira em relevo montanhoso em Minas Gerais, principalmente na Zona da Mata e região sul. "O estudo tem por finalidade caracterizar a estrutura produtiva da cafeicultura de montanha, identificando suas excentricidades, a fim de contribuir na formulação de políticas públicas eficientes para o segmento'', avalia Rodolfo Osório de Oliveira, um dos responsáveis pelo estudo.

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As regionais da Emater-MG do Sul de Minas participam de um estudo para caracterizar a produção cafeeira em relevo montanhoso, que está sendo realizado pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes). Por meio de um questionário com 121 questões, os extensionistas farão pesquisa de amostragem com cafeicultores da região.

O levantamento de dados permitirá obter um diagnóstico da produção cafeeira em relevo montanhoso em Minas Gerais, principalmente nas áreas de maior incidência desse tipo de cultura, como a Zona da Mata e a região Sul. Segundo os pesquisadores, essas regiões são mais vulneráveis às incertezas do mercado, por necessitarem de mais mão-de-obra para a colheita e serem mais dependentes economicamente da cafeicultura. Além disso, o custo de produção do café é mais elevado se comparado com outras regiões produtoras, como o Cerrado.

"O estudo tem por finalidade caracterizar a estrutura produtiva da cafeicultura de montanha em Minas Gerais, identificando suas excentricidades, a fim de contribuir na formulação de políticas públicas eficientes para o segmento'', avalia o superintendente do Inaes, Rodolfo Osório de Oliveira, um dos responsáveis pelo estudo. A pesquisa é financiada da Fapemig e executada pelo Inaes (instituto vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais - Faemg), em parceria com técnicos das universidades UFV, UFLA, UFU, além de Epamig e Emater-MG.

Amostragem

Os extensionistas vão a uma propriedade típica da região e respondem às 121 perguntas do questionário da pesquisa junto aos cafeicultores. Entre os temas abordados na pesquisa estão: leis trabalhistas, como é feito o transporte de funcionários, qual a porcentagem de relevo da propriedade, qual a média salarial dos trabalhadores, os gastos com fertilizantes, entre outros.

O técnico do programa Certifica Minas Café, Vinícius Rodrigues Fonseca, acha que o levantamento vai ser benéfico, na medida que ele contribuirá para caracterização da cafeicultura da região e promoverá debates sobre medidas públicas eficazes para os cafeicultores que sobrevivem da atividade. "A finalidade deste estudo é obter um panorama geral da cafeicultura, a fim de obter dados para ações e políticas públicas voltadas ao setor cafeeiro", explica.

A amostragem aferida será analisada juntamente com as demais respostas das regiões Sudoeste, Zona da Mata e Rio Doce, totalizando 161 municípios e 1.032 cafeicultores questionados. O levantamento de campo da pesquisa vai ser realizado no período de junho a agosto de 2009.

As informações são da Emater/MG.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 14/06/2009

Enfim, uma luz!

Trabalhos desta natureza só tem a engrandecer e é assim que conseguiremos mudar. Gostaria que este trabalho também pudesse ser implantado aqui em São Paulo, pois este assunto já foi tratado em reunião da Câmara Setorial, mas por enquanto nada se fez.