Estudo pioneiro divulga impacto de certificações

Trabalho conduzido pela Esalq/USP atesta crescimento dos benefícios sociais e ambientais nos empreendimentos certificados. Segundo o estudo, foram constatados benefícios da certificação nas fazendas de café no cerrado e sul de Minas Gerais, especialmente no que se refere às condições de trabalho da mão de obra empregada.

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O Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) em parceria com a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz " da USP (Universidade de São Paulo) e a Entropix Engenharia está lançando a publicação: "Impacto da certificação da Rede de Agricultura Sustentável (RAS) em fazendas de café - Estudo de caso no Cerrado e Sul de Minas Gerais - Brasil".

A publicação é resultado do estudo independente de Avaliação de Impacto dos Programas de Certificação do Imaflora, realizado pela Esalq e pela Entropix. Para realizá-lo, foram necessárias seis semanas em fazendas de café certificadas RAS e não-certificadas de Minas Gerais.

O estudo observou a quantidade de florestas, a conservação dos recursos naturais, o uso de agrotóxicos, o destino do lixo e de resíduos, os direitos dos trabalhadores, bem como as condições de segurança e de alojamento das propriedades. Desta forma, foi possível verificar se a certificação tem causado ou não mudanças, assim como quantificá-las e qualificá-las.

O levantamento foi feito por meio de entrevistas aos proprietários ou gerentes gerais, aos trabalhadores fixos e aos temporários. Também foram colhidos depoimentos do superintendente da CACCER (Conselho das Associações do Café do Cerrado) e dos extensionistas das cooperativas atuantes da região (núcleos da Cooxupe, COTREL e outras).

Os benefícios da certificação foram largamente constatados nas fazendas de café, especialmente no que se refere às condições de trabalho da mão de obra empregada: qualidade e limpeza das moradias, consultas médicas de rotina, respeito à jornada de trabalho, estabilidade de trabalhadores permanentes e temporários, destino do esgoto doméstico, uso de agro químicos de menor toxicidade, condições de depósito dos agro químicos, treinamento e capacitação dos trabalhadores, uso de equipamentos de proteção, proteção das APPs, destino da água de lavagem do café, entre outros. As informações são do Imaflora.
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