De acordo com a pesquisadora, o produto é um dos mais consumidos no mundo e há muita especulação sobre seu impacto na qualidade de vida. "Muito se fala sobre café e saúde, mas existem poucos experimentos científicos que comprovem seus possíveis benefícios e malefícios. Por isso a importância do trabalho para desmitificar muitos boatos que existem sobre o café".
A autora está preparando uma palestra sobre o assunto, que além de esclarecer algumas dúvidas sobre a bebida, objetiva conquistar a adesão de voluntários que tenham a diabetes tipo II para participação nos experimentos. Segundo Danielly, os participantes serão divididos em três grupos. O primeiro ficará sem tomar café e nenhum outro produto que contenha cafeína; o segundo grupo estará livre para consumir a bebida. Já o terceiro poderá apenas fazer uso do produto descafeinado. Os dois últimos ainda serão divididos em sub-grupos, considerando os níveis de consumo diário de café e a freqüência de atividades físicas semanais.
No início dos experimentos, todos os voluntários serão submetidos a exames de hemograma, urina e teste ergométrico. A cada dois meses, todos passam por uma avaliação, para verificar o peso e as medidas. Ao final da pesquisa, que tem a duração de seis meses, os exames iniciais serão repetidos para se verificar, de forma comparativa, os efeitos do café no organismo.
A mestranda esclarece a importância do projeto, uma vez que o índice de pessoas que possuem a doença vem aumentando a cada dia. "Estima-se que cerca de 330 milhões de pessoas no mundo todo estejam com esse tipo de diabetes em 2010. Se não houver uma preocupação em estudar e desvendar uma forma de comprovar que o café pode ser um alimento funcional que contribui para a qualidade de vida dessas pessoas, esse número pode aumentar ainda mais".
A pesquisa faz parte do projeto "Café e Saúde", desenvolvido na Ufla sob a coordenação geral do professor Carlos José Pimenta. Além dos estudos com diabetes tipo II, outras seis linhas de pesquisa estão inseridas no trabalho, com parceria com a Unilavras, Fagamon, UFMG e Epamig. Os experimentos são financiados pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisas e Desenvolvimento do café (CBP&D/Café).
As informações são da Universidade Federal de Lavras.

Mestranda Danielly Mesquita Figueiredo