O cerrado de Minas Gerais, uma das mais tradicionais regiões produtoras de café do Brasil, tanto em quantidade como em qualidade, ainda não encerrou a comercialização da safra colhida em 2009. Conforme o ex-presidente e agora membro do conselho diretor da Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio (Acarpa), Wilson José de Oliveira, os cafeicultores da região devem ter em mãos "no máximo 20% da produção".
Segundo Oliveira, que também é vice-presidente do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), os estoques de café no cerrado são os mais baixos dos últimos oito anos. A escassez é mais acentuada no caso dos cafés de maior qualidade, enquanto que a entrega para o governo mediante os contratos de opção de venda realizados em 2009 com exercício neste ano "deverá enxugar ainda mais a oferta no mercado local". O produtor de café do cerrado de Minas Gerais, conforme avaliação de Oliveira, ou já vendeu o estoque disponível ou agora está segurando na medida do possível o café restante, no aguardo de preços melhores.
O cerrado de Minas Gerais não sofreu tanto com as chuvas ao longo de 2009, pelo menos não na mesma medida que os cafeicultores do sul do estado. "O clima beneficiou o desenvolvimento das lavouras, mas em contrapartida a descapitalização do produtor provocou uma diminuição nos tratos culturais, principalmente na questão da adubação, o que acabará reduzindo a produtividade da região em 2010", observou Oliveira.
Segundo o primeiro levantamento oficial da safra 2010 de café da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o cerrado de Minas Gerais, que compreende as regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste, vai produzir entre 4,849 e 5,168 milhões de sacas beneficiadas de arábica nesse ano.
As informações são da Agência Safras, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
Estoques do Cerrado Mineiro estão muito baixos
Segundo Oliveira, que também é vice-presidente do Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), os estoques de café no cerrado são os mais baixos dos últimos oito anos. A escassez é mais acentuada no caso dos cafés de maior qualidade, enquanto que a entrega para o governo mediante os contratos de opção de venda realizados em 2009 com exercício neste ano "deverá enxugar ainda mais a oferta no mercado local".
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