Segundo a ABIC, o estoque privado de café que, em 31 de março de 2007, era de 17,6 milhões de sacas (dados da CONAB), poderá chegar a 7 milhões em 30 de junho, período que marca o fim do ano cafeeiro.
Este valor descarta a possibilidade de faltar matéria prima para o abastecimento das exportações e do consumo interno, de acordo com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da ABIC. O cálculo do estoque levou em conta o consumo de 10,5 milhões de sacas nos meses de Abril, Maio e Junho (3,5 milhões de sacas/mês), sendo considerado um dos estoques mais baixos dos últimos anos.
O desempenho das exportações mais o consumo interno, provavelmente não será o mesmo que em 2006 (43 milhões de sacas), de acordo com Herszkowicz, já que a estimativa da presente safra, que é de 32/33 milhões de sacas, acrescida dos estoques de passagem (7 milhões de sacas), não atinge o valor anterior.
Herszkowicz ressalta ainda que, mesmo que se considere um estoque residual não contabilizado, quando os financiamentos de estocagem começarem a ser tomados pela produção, no próximo mês de julho, uma parte dos estoques do café em grão cru poderá ficar indisponível, podendo resultar no enxugamento das ofertas de matéria-prima para o mercado. Esta hipótese deve ser considerada por todos os torrefadores, pois ela poderá implicar na recuperação dos preços do café, no curto e médio prazos.
Estoques de café em grão cru podem ficar indisponíveis
Segundo a ABIC, o estoque privado de café que, em 31 de março de 2007, era de 17,6 milhões de sacas (dados da CONAB), poderá chegar a 7 milhões em 30 de junho, período que marca o fim do ano cafeeiro. Quando os financiamentos de estocagem começarem a ser tomados pela produção, no próximo mês de julho, uma parte dos estoques do café em grão cru poderá ficar indisponível.
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