O primeiro vencimento, maio/10, teve queda de 200 pontos, fechando a 132,70 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para julho/10 terminaram o pregão a 134,50 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 195 pontos frente as cotações da véspera.
Na segunda-feira (05), o café registrou a maior cotação em cinco meses na bolsa, a 139,85 centavos de dólar por libra-peso. A expectativa de alguns especuladores era de que o preço rompesse a barreira dos 140 centavos, o que não se confirmou. Frustrados, esses investidores resolveram embolsar lucros e sair do mercado, o que derrubou a commodity.
O balanço entre oferta e demanda sugere que os preços do café ainda podem subir no curto prazo. Os estoques mundiais da commodity, especialmente de grãos de boa qualidade, são apertados. A oferta foi prejudicada pela quebra da safra 2009/10 na América Latina. Contudo, o cenário tende a melhorar a partir de maio, com a colheita da nova safra brasileira.
Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O primeiro vencimento, maio/10, teve queda de US$ 0,90, fechando a US$ 166,05 a saca. Os contratos com vencimento julho/10 tiveram desvalorização de US$ 1,30, fechando a US$ 159,95 a saca.
Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Dólar
Segundo Banco Central, a cotação da moeda norte americana encerrou a sexta-feira (09) com queda de 0,43%, sendo cotada a R$ 1,772.
Mercado físico
Na sexta-feira (09), os preços do arábica foram pressionados pela queda na Bolsa de NY e pela retração do dólar, e só não caíram mais pela postura defensiva dos vendedores e escassez de oferta antes da colheita da safra nova.
A saca de 60 quilos do café arábica fechou a R$ 279,08, com leve queda de 0,31%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 0,26%.
Robusta
Após o início da safra de robusta do Espírito Santo, as cotações da variedade só têm registrado quedas. Segundo pesquisas do Cepea, a maior oferta do produto, atrelada ao menor interesse por parte dos compradores, não permitem que as cotações se sustentem. Agentes colaboradores do Cepea comentam que, daqui em diante, as perspectivas são baixistas e praticamente não há fatores positivos para que as cotações registrem ganhos.
Conforme demonstrado na tabela abaixo, na variação de um mês (09 de março a 09 de maio), o indicador Cepea/Esalq para o café conilon registrou desvalorização de 10,46%.
Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui
Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico
Existe algum fato em sua região que possa afetar o mercado, positiva ou negativamente? Por favor, comente no espaço abaixo para cartas.