No Espírito Santo, são poucas as lavouras de conilon que ainda têm café para ser colhido. Alguns produtores da região iniciaram o trabalho de retirada dos grãos da árvore há dois meses.
Neste mesmo período do ano passado, a colheita do conilon no estado ainda estava na metade. Já este ano, a realidade é bem diferente. Ainda no início de junho, a safra já está no fim. “Nós ficamos preocupados porque os grãos estavam amarelando já”, explicou um cafeicultor.
No norte do Espírito Santo, mais de 80% do café conilon já foi colhido. Os produtores reclamam, no entanto, das perdas provocadas pelo clima desfavorável.
Um café que acabou de ser colhido, aparentemente está bonito, grande, mas só parece. Depois que passa pelo secador e pela pilagem é que o produtor vê que o grão está pequeno e precisa de mais café para encher uma saca.
A maior cooperativa de café do estado recebeu na última safra perto de um milhão de sacas. A previsão agora é que deve sobrar espaço nos armazéns, por outro lado, os produtores de conilon ou robusta encontram este ano um mercado mais favorável do que o pessoal que lida com os cafés arábica de melhor qualidade.
Há 10 anos, por exemplo, uma saca do arábica valia 50% a mais do que a do conilon. Essa diferença vem diminuindo e hoje é de apenas 11%.
A matéria é do Globo Rural, adaptada pelo CaféPoint.
Espírito Santo: clima desfavorável provoca perdas na colheita do conilon
No norte do Espírito Santo, mais de 80% do café conilon já foi colhido. Os produtores reclamam, no entanto, das perdas provocadas pelo clima desfavorável.
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