Sete presidentes de cooperativas ligadas ao setor produtivo e de crédito do café participaram de debate promovido pela TV Alterosa na quarta-feira, dia 09, gravado no auditório da Cooxupé, em Guaxupé. O apresentador Lúcio Caldeira convidou os dirigentes Carlos Paulino (Cooxupé), Gilson Ximenes (Conselho Nacional do Café), José Pedro (Credivar), Francisco Miranda (Cocatrel), Geraldo Ribeiro (Agrocredi), Marcos Mendes (Minasul) e João Emydgio (Copama) a comentar questões relativas ao futuro da cafeicultura.
Confira os principais pontos levantados pelos participantes em relação aos estoques de café.
Introdução
Observando os estoques nos países produtores, verificamos que houve grande redução, de 50 milhões de sacas para 18 milhões de sacas, de 1990 para 2009. Por outro lado os estoques de países importadores, subiram de 16 milhões de sacas para 25 milhões de sacas de 2000 para 2009. Há como mudar a realidade dos preços sem uma queda da oferta brasileira?
Marcos Mendes disse que há essa possibilidade sim, "desde que os estoques passem a ser controlados pelos países produtores. Se isso acontecer, temos a possibilidade de ofertarmos o café com tranquilidade. Mediadas como as opções e AGF são medidas para recompor os estoques brasileiros. Juntamente, precisamos através da OIC aumentar os novos mercados consumidores".
Francisco Miranda acrescentou um comentário a fala de Marcos. "O Brasil vendeu todo seu estoque de café e a renda do produtor não aumentou como esperado".
"Diante da fragilidade do Brasil, o importador compra a quantidade que quer a hora que quer, transferindo os estoques reguladores para os países consumidores. Ações governamentais de longo prazo e políticas agrícolas bem feitas podem resolver essa questão transferindo os estoques para o Brasil".
João Emidio deu seu parecer: "a cafeicultura brasileira está diante de uma grande mudança estrutural e há necessidade que essa mudança exista. A cafeicultura tem que ser encarada como uma alavanca que sempre moveu nosso país".
"Temos que pensar em sustentabilidade na cafeicultura, econômica e social pois entre os grandes produtores, pequenos e médios, os médios são os que mais sofrem na cafeicultura com os altos custos de mão-de-obra que aumentam a média geral do custo de produção total. Dessa forma o produtor não vai sair de suas dívidas".
Carlos Paulino finaliza dizendo que "a cafeicultura tem que ter um aporte do governo para que possamos sobreviver e continuarmos gerando emprego. Nenhum país sobrevive sem apoio governamental".
Considerações finais
João Pedro Garcia diz que continuará lutando para superar essa grave crise onde o produtor não está tendo renda. "O governo precisa entender essa crise e fazer sua parte", afirma ele.
Gilson Ximenes completa que a união é muito importante. "Ai de nós se não existisse no Brasil um sistema de cooperativa forte e exemplar como é o do cafeicultura".
Carlos Paulino concorda com Gilson e acrescenta que "a união do sistema cooperativo é a ferramenta mais eficaz para sobrevivermos e engrandecer o Brasil.
Veja o debate na íntegra.
Equipe CaféPoint, com base no debate promovido pela TV Alterosa.
Especialistas debatem sobre estoques de café
Sete presidentes de cooperativas ligadas ao setor produtivo e de crédito do café participaram de debate promovido pela TV Alterosa na quarta-feira, dia 09, gravado no auditório da Cooxupé, em Guaxupé. Confira os principais pontos levantados pelos participantes em relação aos estoques de café.
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