Escritório Carvalhaes analisa ano de 2008 para o café

O ano de 2008 foi bom para as exportações e para o consumo brasileiro de café. Contrastando com este cenário, nossos cafeicultores tiveram um ano difícil. Os preços praticados pelo mercado ao longo do ano foram insuficientes para cobrir os custos de grande parte dos produtores e o crescente custo de fertilizantes, defensivos, mão-de-obra, combustíveis e financiamentos também prejudicaram a cafeicultura.

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O ano de 2008 foi bom para as exportações e para o consumo brasileiro de café. Contrastando com este cenário, nossos cafeicultores - responsáveis pela produção de todo o café utilizado para gerar os bons resultados na exportação e consumo - tiveram um ano difícil e para muitos, de prejuízos. Os preços praticados pelo mercado ao longo do ano foram insuficientes para cobrir os custos de um grande número de produtores. O crescente custo de fertilizantes, defensivos, mão-de-obra, combustíveis e financiamentos prejudicaram fortemente os cafeicultores.

Com a crise financeira internacional, os preços de alguns insumos recuaram agora no final de ano, infelizmente muito tarde para amenizar os prejuízos. Com a crise, também caíram os preços do café nas bolsas de futuro e o desastre só não foi maior, porque a forte valorização do dólar frente ao real compensou, no físico brasileiro, parte das perdas com a queda das cotações.

O volume de café exportado pelo Brasil surpreendeu o mercado e nosso consumo interno continuou sendo o que mais cresce no mundo, confirmando a importância do café brasileiro no mercado global. A qualidade de nossa produção vem crescendo a cada ano e conquistando, no cenário internacional, espaços importantes de outras origens. Internamente, a ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café reafirmou em novembro a meta de até o final de 2010 estarmos consumindo 21 milhões de sacas, quando então passaríamos a ser o maior consumidor de café do mundo.

Com os imprevisíveis desdobramentos da crise financeira internacional, é muito difícil fazer prognósticos sobre o desenvolvimento do mercado de café em 2009. O que se pode afirmar é que com a bienualidade da produção brasileira de café, a safra 2009 será menor que a atual e insuficiente para nossa necessidade presente de consumo e exportação. No final de junho próximo, quando termina o ano safra 2008/09, nosso estoque de passagem estará praticamente zerado e dependeremos basicamente da nova safra para atender todos os compromissos, o que deverá dar sustentação aos preços em um ano de crise internacional.

Até o dia 29, os embarques de dezembro estavam em 2.441.759 sacas de café arábica e 137.659 sacas de café conilon, somando 2.579.418 sacas de café verde, contra as 2.378.696 sacas no mesmo dia de novembro, crescimento de 7,78%.

A bolsa de Nova Iorque - ICE, do fechamento do dia 18 até o fechamento do dia 29, caiu 585 pontos ou US$ 7,74 por saca nos contratos para entrega em março próximo. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam, no dia 18, a R$ 345,44 e, no dia 29, a R$ 340,70/saca. No dia 30 da semana passada, os contratos para entrega em março fecharam com alta de 90 pontos. As informações são do Escritório Carvalhaes, com adaptação da Equipe CaféPoint.
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