ES: viveiros não têm mudas para cafezais

O aumento das lavouras de café no Espírito Santo está convivendo com a falta de mudas de café no norte do estado desde novembro. No cerrado mineiro ocorreu efeito semelhante, pois a área plantada, que durante quatro anos não teve plantios novos, vai aumentar em 10%, de 150 mil hectares para 165 mil hectares em 2007.

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O aumento das lavouras de café no Espírito Santo está convivendo com a falta de mudas de café no norte do estado desde novembro. No cerrado mineiro ocorreu efeito semelhante, pois a área plantada, que durante quatro anos não teve plantios novos, vai aumentar em 10%, de 150 mil hectares para 165 mil hectares em 2007.

Segundo Leomar Germano, que trabalha no viveiro clonal de mudas de café conilon da Cooperativa Agrária do Cafeicultor de São Gabriel, em São Gabriel da Palha (ES), não há mudas para pronta entrega imediata. E quem quiser, pode encomendá-las para recebê-las em novembro. "Quem não fez compra antecipada não vai poder renovar ou expandir o cafezal", comentou.

A procura elevou o preço. Em São Gabriel, o milheiro de mudas da espécie é vendido por R$ 360, disse Germano, destacando que nos municípios vizinhos o preço chega a R$ 400. "A demanda é grande, quem tem mudas para pronta entrega consegue preço diferenciado".

Em 2006, a cooperativa comercializou 1,4 milhão de mudas, sendo 850 mil no norte do Espírito Santo e o restante em outros estados, ante 890 mil mudas no ano anterior. A previsão para este ano é superar o volume novamente. "Os contratos de venda para entrega até 30 de dezembro já somam 1,85 milhão de mudas", contou.

No cerrado mineiro - que engloba 55 municípios produtores de café arábica com a marca Café do Cerrado -, houve uma corrida dos cafeicultores por mudas em novembro e dezembro de 2006 diante de boatos de que faltariam mudas.

Mas o presidente da Associação dos Cafeicultores da Região de Patrocínio (MG), Wilson José de Oliveira, afirmou que os viveiristas da região, que ficaram praticamente quatro anos sem vender mudas, seguraram 50% da produção, na expectativa de melhores preços. As informações são de Beth Melo, do Suplemento Agrícola, do jornal O Estado de S.Paulo.
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