ES: variação de temperatura deve prejudicar safra 2011

Os produtores de café Conilon do Norte capixaba estão preocupados com a Safra 2011. De acordo com Giovanni Sossai, presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, município responsável pela maior produção de Conilon no Espírito Santo, a qualidade e a quantidade da safra podem ser prejudicadas em função de fatores climáticos.

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Os produtores de café Conilon do Norte capixaba estão preocupados com a Safra 2011. De acordo com Giovanni Sossai, presidente do Sindicato Rural de Jaguaré, município responsável pela maior produção de Conilon no Espírito Santo, a qualidade e a quantidade da safra podem ser prejudicadas em função de fatores climáticos.

No início do ano, a seca influenciou no desenvolvimento das plantações. Em janeiro e fevereiro, as plantas não cresceram, causando preocupação aos produtores. Recentemente, em junho, a chuva provocou uma florada antecipada e desigual na produção. Agora, a chegada do vento Sul, unida a um período anterior de pelo menos 15 dias de estiagem, prejudicou mais uma vez o desenvolvimento da cultura.

"As condições irregulares do clima têm freado o desenvolvimento das plantações de café Conilon. Ainda não sabemos de fato o que vai acontecer, mas acreditamos que isso pode provocar uma Safra não tão satisfatória em 2011", prevê Sossai.

As informações são da Faes, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Amúlio Lêntulus Pinto Loureiro
AMÚLIO LÊNTULUS PINTO LOUREIRO

CANAVIEIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/09/2010

Concordo em número gênero e grau com José Sebastião, pois aqui no Sul da Bahia (região cacaueira - Camacan), a situação é bem semelhante com o que ele relatou em relação à situação das lavouras de café conilon.
josé sebastião machado silveira
JOSÉ SEBASTIÃO MACHADO SILVEIRA

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 26/08/2010

A florada do conilon está bem diferente dos anos anteriores. A quantidade de botões florais por roseta está muito abaixo do normal. As floradas ocasionais estão fracas e sem vigor. Atribuímos ao que está ocorrendo a três fatores:
a) A seca prolongada e as altas temperaturas no verão passado provocaram uma redução muito grande na produção de carboidratos pelas plantas, resultando na produção de frutos pequenos e com baixo rendimento de pila, sendo considerada esta a menor dos últimos 15 anos. A partir de março inicia-se o processo de diferenciação das gemas vegetativas em floríferas. Com a baixa disponibilidade de amido nos ramos, todo o processo de formação do botão floral passa a ser alterado, resultando em uma floração deficiente.
b) Com a queda do preço do conilon, houve uma redução muito grande nas adubações. Muitas lavouras ainda não foram adubadas em 2010. A tabela 1 demonstra a grande demanda de nitrogênio, fósforo e potássio pelas flores do café conilon. Sem uma boa fertilização antes da florada, o que podemos esperar é uma florada fraca e de baixo vigor.
Tabela 1 - Quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio presentes nas folhas e flores do café conilon.
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Nutrientes (g/kg) Flores Folha
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Nitrogênio 44,0 29,0
Fósforo 3,5 1,3
Potássio 30,0 20,0
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c) O frio pode estar também afetando o processo de floração do conilon, entretanto é difícil de mensurar este efeito. Podemos simplesmente especular, pois, as temperaturas mínimas ocorridas estão muito abaixo da temperatura mínima exigida pelo café conilon para uma boa floração.

A dimensão de tudo isto ainda não sabemos, o que podemos afirmar com muita segurança é que a próxima safra de conilon não será superior a deste ano, que para nós foi muito ruím.
ARQUIMEDES HENRIQUE FIOROTT
ARQUIMEDES HENRIQUE FIOROTT

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/08/2010

É concenso entre os produtores de café da região de Jaguaré que a quebra ocorrida na safra do café conilon ano 2009/2010 em aproximadamente 30%(dezenas deles consultados, porém sem metodologia de pesquisa) foi em função da estiagem do inicio do ano. É preocupante agora a florada desigual do café. Se a mesma está sofrendo agora os efeitos daquela estiagem, há de se preocupar, e muito com a safra futura, principalmente em função dos custos de produção, uma vez que a remuneração da safra anterior não está deixando margem suficiente de sobras para suprir eventuais perdas futuras.