ES: nova técnica pode aumentar produtividade

Desenvolvida por técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a técnica do vergamento para condução de lavouras de café, ainda em desenvolvimento, já apresenta resultados positivos para produtores do Espírito Santo. Ela desenvolve a produtividade da planta por meio de um manuseio específico aplicado ao caule do café, ainda nos primeiros meses de implantação da lavoura.

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Desenvolvida por técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a técnica do vergamento para condução de lavouras de café, ainda em desenvolvimento, já apresenta resultados positivos para produtores do Espírito Santo. Ela desenvolve a produtividade da planta por meio de um manuseio específico aplicado ao caule do café, ainda nos primeiros meses de implantação da lavoura.

'Os resultados iniciais são fantásticos e confirmam a excelência do Incaper na geração de conhecimentos para o conilon, que é a mais importante atividade agrícola do Espírito Santo', comemorou o presidente do Incaper, Enio Bergoli.

A tecnologia permite que o pé de café produza mais hastes e ramos, o que aumenta a produtividade individual de cada planta nos primeiros anos de vida; 'Começamos a aplicar a técnica em nossa Fazenda Experimental de Marilândia, onde existe o maior centro de desenvolvimento de inovações tecnológicas para o conilon no Brasil. Implantá-la em lavouras de produtores interessados não foi difícil e alcançamos resultados muito animadores. Com uma mão-de-obra mínima é possível aumentar muito a produtividade', destacou o pesquisador do Incaper, Abraão Verdin.

Em Córrego do Rio Perdido, em Santa Teresa, o cafeicultor José Francisco Taufner apostou na novidade e já está colhendo os frutos. Na propriedade, ele mantém lavouras formadas com a variedade conilon vitória - lançada pelo Incaper em 2004. Na área onde a tecnologia foi manuseada, a produtividade da lavoura alcançou 106 sacas/hectare, quase o dobro do desempenho quando comparado ao restante do cafezal, que apresentou produtividade de 62 sacas/ha. As informações são da assessoria de imprensa do governo do ES.
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Sergio soares da silva
SERGIO SOARES DA SILVA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 16/06/2007

Sou produtor de café conilon e de café arábica, em relação ao conilon venho perguntar como é esta técnica do vergamento do conilon, uma vez que hoje se trabalham com 12000 a 15000 hastes por ha.

Pergunto isto porque em um espaçamento de 3x1 teremos 3.333 plantas por ha e se almentarmos estas hastes para quanto vai o espaçamento? Eu acho que todo café precisa de uma área livre para entrada de luz e circulação de ar pois dependendo do espaçamento o café vai ficar abafado e fechado ao invés de alimentar a produção ela vai é cair, pois, com a falta de iluminação e de circulação de ar entre os pés, a brotação vai estiolar.

Eu, em minha propriedade, conduzo o café com 4 hastes em um espaçamento de 3x1 e vejo que a produção é excelente pois tenho 2500 plantas em 0,5ha e estes me dão 56 sacas e este espaçamento é de 2x1 e conduzo com 2 ou 3 hastes pois já deixei com mais e a minha produção foi lá embaixo, por isso fiz a pergunta, pois um cafezal com muitas hastes às vezes é prejuizo.

O cafezal com um espaçamento de 3x1 com 4 hastes é excelente pois a planta fica aberta e de fácil manuseio, poda, adubação, colheita e a produção não deixa a desejar.
Cláudio José da  Fonseca Borges
CLÁUDIO JOSÉ DA FONSECA BORGES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/06/2007

Gostaria de mais detalhes sobre essa nova técnica. Ela serve para lavouras novas de arábica?
Alexandre Neves
ALEXANDRE NEVES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/06/2007

Gostaria de saber se esta técnica pode ser aplicada também em café arábica, com estudos nessa qualidade de café. Qual o ganho em produtividade testado pelas pesquisas?

Obrigado.
Rafael Piccolotto Domenico
RAFAEL PICCOLOTTO DOMENICO

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/06/2007

Gostaria de saber mais sobre essa nova técnica e se pode ser implementada nas lavouras de arábica, região do sul de Minas.