ES: crescimento de 2,7% na safra de café pode não se confirmar devido a estiagem

Segundo dados do Incaper, os meses de novembro a janeiro são normalmente de bastante chuva no Espírito Santo, o que não ocorreu este ano. "O período de seca nos pegou de surpresa e arrisco dizer que chegaremos a um decréscimo na produção, em vez do acréscimo anunciado pela Conab", declara o presidente da Comissão Técnica de Café da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo.

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A primeira estimativa da produção de café para a safra 2013, divulgada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), indica que o Espírito Santo terá um crescimento de 2,67% na colheita deste ano em relação ao ano passado, com uma produção de 12.836 milhões de sacas. Do total geral estipulado pela pesquisa, 9.522 milhões de sacas do tipo conilon e 3.314 milhões serão de café arábica. Em comparação à safra de 2012, a primeira qualidade deve apresentar um decréscimo de 2% e a segunda um acréscimo de 18,82% na produção.

Apesar da previsão, produtores avaliam que a safra poderá apresentar resultado menor que o esperado por conta do período de estiagem que se estendeu do final do ano passado até janeiro deste ano. “Essas pesquisas anuais são realizadas de maneira criteriosa, porém a coleta de dados para essa primeira estimativa foi feita em um período de precipitações, em novembro do ano passado. O período de seca nos pegou de surpresa e arrisco dizer que chegaremos a um decréscimo na produção, em vez de acréscimo”, declara o presidente da Comissão Técnica de Café da Faes - Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, José Umbelino de Castro.

Segundo dados do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), os meses de novembro a janeiro são normalmente de bastante chuva, o que não ocorreu este ano. Para as plantações de café, as chuvas de verão são essenciais para a qualidade do produto, que nesse período acaba de sair da fase de flora e fertilização para iniciar o enchimento dos grãos.

Em Jaguaré, produtores rurais chegaram a perder até 30% da safra por conta da forte seca. “Mesmo com todo nosso cuidado com a lavoura e uso de novas tecnologias não conseguimos vencer a falta de água. Em meus 90 hectares de área plantada o que foi perdido não pode ser recuperado. O que posso fazer é cuidar do solo castigado e esperar que o próximo ano seja melhor para a plantação”, afirma o cafeicultor Inácio Briorchi.

As informações são da FAES/ES e do SENAR/ES, adaptadas pelo CaféPoint.

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Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/02/2013

Parabéns Dr. José Umbelino de Castro, presidente da Comissão Técnica de Café da Faes. É desse tipo de gente que nós produtores precisamos e não de especuladores que temos ao monte no nosso querido ES e em todo o Brasil.