ES: chuvas beneficiam produtores de café

Produtores de café do Espírito Santo estão contentes com as chuvas das últimas semanas. Em anos anteriores, a cultura sofreu muito com a seca. Agora, os reservatórios usados para a irrigação estão cheios e a perspectiva é de uma boa safra.

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Produtores de café do Espírito Santo estão contentes com as chuvas das últimas semanas. Em anos anteriores, a cultura sofreu muito com a seca. Agora, os reservatórios usados para a irrigação estão cheios e a perspectiva é de uma boa safra.

O verde escuro dos cafezais mostra o quanto a chuva foi bem-vinda para os agricultores de Jaguaré, no norte do Espírito Santo. As lavouras estão vigorosas.

"Agora a expectativa é para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Se ela continuar vindo normalmente, a previsão é de ter uma boa safra", disse o agricultor Alison Thomazelli.

Graças às chuvas, os reservatórios de água estão cheios. Isso para o produtor rural é muito importante porque a seca na região prejudicou muito as últimas safras de café. Por isso, a água representa mais esperança pela região. A expectativa é colher 30% mais na próxima safra e ainda ter um preço melhor.

"Está difícil manter o custo principalmente de energia e os insumos", completou Alison.

O produtor refere-se ao consumo de energia porque boa parte das lavouras de café do Espírito Santo é irrigada.

A reportagem é do Globo Rural, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Willem Guilherme de Araújo
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/11/2009

Na região Sul os produtores terão uma surpresa: o excesso de chuvas contribui para que ocorram floradas sucessivas, incidencia elevada de doenças (phoma e antracnose e mancha aureolada) que podem contribuir para a reduçaõ da produção na proxima safra. A cerca de dois tivemos a mesma situação e ocorreu uma quebra significativa na safra de nossa região, incluisve com rendimento baixo confirmado por pesquisas ce universidades e instituições de pesquisa da região. Por isso, não surpeendam-se com uma safra igual ou menor que m 2007/2008.
carlos alberto aimole pagliarone
CARLOS ALBERTO AIMOLE PAGLIARONE

FRANCA - SÃO PAULO

EM 15/11/2009

Na regional de franca as chuvas não foram tão uniformes, regioes com excesso e regioes com até falta, porem tivemos até o momento 5 floradas, sendo que ja temos cafés granando e flores abrindo, assim sendo a colheita mecãnica quase q c tornará obrigatória, pois as condições e os custos da manual estão se tornando cada vez mais inviáveis
Marcos Aurelio Riccetto
MARCOS AURELIO RICCETTO

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/11/2009

Tenho observado que em minha região também localizada em meio as montanhas, com altitude elevadas, os mesmos problemas mencionados pelo senhor Erásio. Principalmente com relação ao aparecimento de fungos e bactérias que vem tirando o sono de muitos produtores e em lavouras novas até inviabilizando seu cultivo, pois tais fungos se tornaram incontroláveis mesmo com a utilização constante de uma gama imensa de defensivos agrícola.
Chego a pensar, que se não houver uma solução para tal quadro a médio prazo a cafeicultura em minha região se tornará insustentável devido ao aumento de custos e aos baixos preços do café praticados no mercado.
Observo também uma grande desuniformidade das floradas e abortamento de flores e "chumbinhos".
Erásio Jr.
ERÁSIO JR.

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/11/2009

fiz um comentário sobre esse artigo e a comprovação dos danos causados pelo grande índice de chuvas, está em fotos enviadas para Natalia Fernades, na sessão de ´´FOTOS EM DESTAQUE´´. http://www.cafepoint.com.br/mypoint/nataliassf/fotoPg.aspx?idFoto=3628 para vizualizar. para visualizar.

obrigado.
Erásio Jr.
ERÁSIO JR.

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/11/2009

Muito distinta é a região do sudoeste mineiro, onde a altitude é acima de 900 metros, com incidência de ventos e muita umidade causados por fortes neblinas diariamente pela manhã. Aqui no municipio de Capetinga, o histórico do índice pluviométrico no mês de setembro dos últimos 5 anos, são 110 mm em 2005, 93 mm em 2006, 69 mm em 2007, 37 mm em 2008 e 128 mm em 2009 (segundo dados da Cocapec), ou seja, nesse ano é a maior média desde 2005 e com grande diferença.
Esse fenômeno está ocasionando um total desencadeamento nas plantas cafeeiras como: * fungos e bactérias, extremamente agressivas, chegando a ser até incontroláveis, sinalizando que haverá uma perda significativa na safra de 2010 por estar danificando drasticamente os ramos e rosetas; * sério comprometimento na qualidade do produto, por não ter havido o estresse hídrico, vindo a não ter uniformidade na florada; certamente em consequencia disso, aumento de custo na mão de obra na colheita, porque haverá uma varrição muito maior nos frutos das primeiras floradas, sem considerar o caos que existe na imensa demanda de mão de obra nas regiões montanhosas, onde não há condição de mecanização e por haver um sério descomprometimento na parte dos catadores ( apanhadores de café) em relação a nós empregadores, que registramos suas carteiras de trabalho, mas por qualquer centavo, nos deixam para especular esse prostituido mercado, onde a lei trabalhista só puni o empregador e isenta totalmente o empregado.

adriano ximenes
ADRIANO XIMENES

RIO BANANAL - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/11/2009

Artigo muito importante, mas a observação que faço é que após preços muito elevados dos adubos na safra passada o cafeicutor capixaba, teve dificuldades para cumprir o cronograma de adubação e os chumbinhos estão sendo abortados. Logo, a safrar maior que se espera, acredito que muitos agricultores terão uma surpresa muito ruim, depois da chuvarada e a necessidade de definição da colheita, pela busca de nutrientes no solo as plantas tendem a abortar. Isso já é observado na minha região.