ES: Bolsa-Família limita a oferta de mão-de-obra
Os produtores de café do Espírito Santo estão tendo dificuldades de obtenção de mão-de-obra para a colheita devido ao programa Bolsa Família. Para não perder o direito ao benefício, os trabalhadores se recusam a entregar as carteiras de trabalho para que o empregador faça os registros exigidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
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Artigo de Gutman Uchôa de Mendonça, publicado, ontem, 5/12, no jornal A Gazeta chamou a atenção para o recente pronunciamento do presidente da Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Aldo Pagotto.
"É só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem o Bolsa-Família no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento. Não se busca mais, parece que não há visão do crescimento, desenvolvimento e inserção", disse dom Aldo.
Na visão do prelado, a política de gestão do "professor" Lula tem desencadeado o que chamou de "favelização rural", devido à ausência de crédito e assistência técnica.
Uchôa de Mendonça caracteriza a reforma agrária brasileira como uma tragédia, que estaria promovendo a favelização do meio rural, onde as famílias, sob o comando do MST, se amontoam à beira das estradas como uma espécie de propaganda contra o desenvolvimento nacional.
Segundo ele, onde tem uma fazenda organizada, um campo experimental, principalmente de grupo estrangeiro, são promovidas invasões, com o objetivo de destruir tudo que é encontrado pela frente.
O articulista considera iminente uma agitação social sem precedentes na história nacional devido ao que chama de irresponsabilidade governamental.
Finalizando, Uchôa de Mendonça, ressalta que a CNBB, por meio de suas mais expressivas lideranças, como dom Aldo Pagotto, Geraldo Magella e outros tem criticado a política social de Lula, lastimando também o processo de negociação de cargos públicos em troca de apoio político.
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MARILÂNDIA - ESPÍRITO SANTO
EM 07/12/2006
no congreso, porque temos dificuldade em assinar carteira na epoca da safra
de cafe
CARATINGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 06/12/2006
Aqui na nossa região, Zona da Mata, leste de minas, principalmente Entre Folhas, o problema é igual ao do ES. Já não existe mais mão-de-obra na safra. Hoje,temos uma oferta, pelo menos, 50% menor do que a cinco anos atrás e alguns produtores nem isso conseguem, tendo que buscar gente de longe, o que, com as nossas leis trabalhistas e com os fiscais do ministério do trabalho fazendo "terrorismo" fica muito mais difícil. Por aqui, a maioria é de pequenos produtores, o que torna quase impossível cumpri-las.
Tem gente até pensando em sair da atividade, pois mecanização por aqui é impossível, por ser área montanhosa. Esperamos que o nosso governo olhe para nós produtores, mas de maneira diferente, pois geramos muitos empregos e divisas para o país.
Nossa economia aqui gira em torno do café e, se acabar, como ficará esse pessoal?
Alguns nem se preocupam, pois recebem o bolsa-sei-lá-o-quê (tem tantas!). Será que vamos sobreviver a isso?