O leitor Ensei Uejo Neto, consultor de Marketing & Qualidade para cafés especiais da Specialty Coffees Bureau e também colunista do CaféPoint, enviou um comentário bastante interessante ao artigo "S.O.S! S.O.S?", de Maria Sylvia Saes e Bruno Varella, pesquisadores do PENSA.
Ensei defende que quando passamos a dominar nosso negócio e há interesse profundo em conhecer o produto trabalhado, todos da cadeia produtiva saem ganhando e alcançam bons resultados. O consultor destaca a apropriação de tecnologias que permitem agregação de valor, citando o exemplo de produtores do Espírito Santo e Minas Gerais, que estão conquistando espaço no mercado com produtos diferenciados. Por competência, sem assistencialismo.
Leia a carta abaixo:
"Já há alguns anos, parecia-nos claro que um dos pontos mais delicados sobre o assunto residia no modelo de gestão dos empreendimentos. Algumas teses de mestrado em economia e administração agrícola tem verificado e constatado isso nos últimos anos. Certamente, o Calcanhar de Aquiles tem sido o desconhecimento do custo de produção na lavoura, só que deve ser lembrado que esse "número" é algo individualizado, ou seja, "cada caso é um caso".
Um prato de filé com fritas, por exemplo, pode ter custos diferentes em cada restaurante e consequentemente contempla performances financeiras diferentes em cada um. Isto é lição de casa obrigatória.
O momento atual é complexo, porém existem indicadores que mostram que os investimentos no setor continuam. Recentemente, num levantamento realizado por empresas do governo, verificou-se o impressionante número de mudas de café efetivamente comercializadas, das quais 70% se destinavam a novas áreas e apenas 30% para renovação. É sinal de que muitos acreditam no negócio.
Ainda sobre gestão, tem-se constatado o crescimento da melhoria de condições econômicas dos pequenos produtores, segundo diversas empresas de extensão rural, fruto da diversificação das atividades e, principalmente, na apropriação de tecnologias que permitem agregação de valor. Há maravilhosos exemplos nas montanhas do Espírito Santo e Minas Gerais, onde esses produtores têm ofertado compotas, queijos diferenciados e até bebidas muito bem elaboradas que estão conquistando muito espaço no mercado. É competência sem assistencialismo.
Enfim, o resultado de uma negociação pende sempre para o lado que tem maior conhecimento do que será discutido. O mercado é regido por competência, mesmo quando "enquadrado" por normas. Com o domínio do negócio e profundo conhecimento de seu produto, num movimento coordenado, todos da cadeia produtiva certamente alcançarão bons resultados, pois nenhum de seu elo sobrevive isoladamente."
Veja outras cartas direcionadas ao artigo e participe você também da discussão. Clique aqui.
Ensei Neto pondera: o mercado é regido por competência
Tem-se constatado o crescimento da melhoria de condições econômicas dos pequenos produtores, segundo diversas empresas de extensão rural, fruto da diversificação das atividades e, principalmente, na apropriação de tecnologias que permitem agregação de valor. Há maravilhosos exemplos nas montanhas do Espírito Santo e Minas Gerais, onde esses produtores têm ofertado produtos muito bem elaborados que estão conquistando muito espaço no mercado. É competência sem assistencialismo.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!