Ensei Neto: o conilon já conquistou seu espaço no café
O leitor e colaborador do CaféPoint Ensei Uejo Neto, consultor em qualidade, marketing e estratégias para cafés especiais através da Specialty Coffees Bureau, enviou um comentário ao artigo "Café conilon: o desafio da valorização do produto". Acesse e leia a carta na íntegra.
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"Prezados,
Belo debate!
Gostaria de abordar 3 pontos como contribuição:
1) O grande desafio de qualquer negócio é o de bem comercializar, pois envolve controle do processo produtivo, conhecimento do seu produto e marketing. Na medida que o produtor tem, principalmente, maior conhecimento do que está vendendo, melhora sua comunicação com o mercado (= marketing). Claro deve ficar claro que é necessário dedicação constante e grande objetividade nas ações para o sucesso, preferencialmente em modelo de coletividade.
2) O mercado é muito dinâmico e a busca por alternativas de matérias-primas ou para o lançamento de novos produtos irá continuar permanentemente. E cada dia se torna ainda mais competitivo, isto em todos os setores. O Conilon e o Robusta já conquistaram seu espaço no café, devendo conviver harmonicamente com as sempre apreciadas variedades de arabica. Isto caminha muito mais para sinergia do que para uma batalha campal. Portanto, melhorar a qualidade é o primeiro passo para a conquista do mercado.
3) Um bom Conilon ou Robusta sempre será melhor e preferível a um sofrível arabica, seja ele um Mundo Novo, Icatu ou mesmo um Bourbon. Para que o consumo siga vigoroso em seu crescimento é importante que produtos voltados para os consumidores mais sensíveis aos preços sejam melhorados e até reposicionados. Dar a oportunidade de consumir algo agradável é fundamental para despertar o interesse por produtos de maior valor e conceito mais sofisticado. Fazer bem feito é sempre desejável. Ganha o mercado, ganha o produtor, ganham todos.
Ah, só para finalizar: experimentei o Karnatka há 5 anos atrás e fiquei impressionado pela sua qualidade. Quando voltei ao Brasil comentei com o Renato Fernandes, da Bahia, que de pronto me apresentou amostras de cafés conilon muito bem preparados e que se mostraram muito bons na xícara. Portanto, pessoal, o caminho está aberto e é questão de empreender.
Grande abraço
Ensei Neto "
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VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 22/07/2010
Prezado Ensei Neto ;
Mais uma vez você recoloca a discução arábica x conilon num patamar de equilibrio e bom senso . A afirmativa "um bom conilon será sempre preferível a um sofrível arábica "è digna do nosso apoio .
Perfeito e sensato !
Nossa luta em favor do conilon nunca visou a descaracterização do extraordinário café arabica .Estamos na busca incessante pela produção do conilon de qualidade não para fragilisar o arabica ,mas sobretudo para tornar a cafeicultura brasileira ainda mais competitiva e melhor remunerada . Esse debate está ficando cada vez mais enriquecedor .Um abraço a todos que permanecem nessa vigiliatura !
Frederico de Almeida Daher