Enfraquece o combate à ferrugem do café na Guatemala

O principal obstáculo que os produtores têm é o preço internacional, pois para cultivar um quintal de café (saca de 46 quilos), são necessários US$ 150, mas o preço internacional vendido na bolsa de Nova York era de US$ 115,25 e apresentou quedas nos últimos meses.

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Na área central, leste e sudeste da Guatemala, reportam-se novos focos de ferrugem do café devido ao fato de somente 15% dos cafeicultores terem aplicado a terceira dose de fungicidas, segundo a Associação Nacional de Café (Anacafé).

O principal obstáculo que os produtores têm é o preço internacional, pois para cultivar um quintal de café (saca de 46 quilos), são necessários US$ 150, mas o preço internacional vendido na bolsa de Nova York era de US$ 115,25 e apresentou quedas nos últimos meses.

O vice-presidente da Associação Nacional de Café (Anacafé), Miguel Medina, disse que “é uma situação muito difícil, pois, devido ao custo que implica a produção do grão, os cafeicultores preferem priorizar outras necessidades e não a compra de fungicidas para controlar a ferrugem”.

Como a colheita de 2013-14 começou em outubro desse ano, “a doença da ferrugem atinge um pico, pois calculamos que somente 15% dos produtores aplicou a terceira dose”, disse o presidente da Anacafé, Nils Leporowski.

Durante a primeira dose que começou a ser aplicada em julho desse ano, participaram 70% dos 90 mil produtores que há no país; na segunda, a participação baixou para 50% e, na terceira, calcula-se que somente 15% fizeram.

Para contribuir com o controle da ferrugem, o programa de cadeias empresariais da Associação Guatemalteca de Exportadores (Agexport) entregou 15 mil quintais de adubo orgânico a três mil produtores da Rede da Área Ixil, Quiché.

O representante da mesa de Café nessa área, Diego Bernal, explicou que o adubo ajudará na fertilização correta, atividade que faz parte do plano de manejo para o controle da ferrugem.

O ano cafeeiro de 2012-13 que terminou em setembro passado chegou a 3,7 milhões de sacas de 60 quilos de café, enquanto que no período anterior, de 2011-12, foi de 3,71 milhões de sacas, o que reflete uma diferença de 13 mil sacas, segundo a Anacafé.

A reportagem é do http://www.prensalibre.com, adaptada pelo CafePoint.
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