Encafé: Guilherme Braga acredita em firmeza de preços

"Não vejo essa bola estourar no mercado de café." A afirmação é do diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, que não acredita que as cotações possam desabar depois das recentes altas nos preços internacionais com o "estouro da bolha das commodities", como se viu em 2008, por exemplo, diante de um forte movimento de vendas de fundos e especuladores. "A tendência é de firmeza com breves instantes de recuos", disse Braga, em entrevista durante o Encafé 2010 (Encontro Nacional das Indústrias do Café).

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"Não vejo essa bola estourar no mercado de café." A afirmação é do diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, que não acredita que as cotações possam desabar depois das recentes altas nos preços internacionais com o "estouro da bolha das commodities", como se viu em 2008, por exemplo, diante de um forte movimento de vendas de fundos e especuladores.

Para Guilherme Braga, os fundamentos no mercado de café estão muito sólidos, com a oferta apertada em relação à demanda. E as cotações devem ficar acima dos US$ 2,00 por libra-peso - salvo movimentos momentâneos de quedas - por um bom tempo possivelmente até o segundo semestre de 2011, quando aí começam as especulações sobre a safra brasileira de 2012, que será de ciclo alto produtivo dentro da bienalidade.

"A tendência é de firmeza com breves instantes de recuos", disse Braga, em entrevista durante o Encafé 2010 (Encontro Nacional das Indústrias do Café).

O diretor geral do Cecafé lembra que a safra 2011 será menor no Brasil e ele não vê sinais de grandes safras na América Central e Colômbia para compensar isso, daí a tendência de continuidade do quadro de oferta e demanda apertado. Indica ainda que o consumo global deve manter taxas de crescimento estáveis, de pelo menos 1% ao ano, o que favorece também o suporte às cotações internacionais.

Perguntado sobre a possibilidade de um novo movimento no Brasil de plantio de novas áreas devido às cotações mais altas, Braga disse: "o preço não é tão remunerativo ao produtor assim". Destacou que se elevaram muito significativamente os custos com mão-de-obra e com insumos nos últimos anos, o que tira rentabilidade do cafeicultor.

Outro fator é a moeda norte americana. O dólar nos patamares relativamente baixos atuais compensa as altas externas de forma negativa para o cafeicultor. "O câmbio nestes níveis, sem dúvida, é pior para o produtor do que para o exportador de café e prejudica a renda do produtor", apontou. Ele lembra que 90% do valor das exportações do café verde vai para o produtor.

O diretor do Cecafé disse ainda que o Brasil não está perdendo competitividade no momento com o dólar nestes níveis porque o mercado está demandando cafés de qualidade e o Brasil teve uma boa safra e ainda está com volumes recordes nas exportações. Além disso, outras nações cafeeiras concorrentes, como a Colômbia, também estão com suas moedas valorizadas contra o dólar. O problema é em relação a nações cafeeiras que estão com a cotação da moeda americana mais competitiva para exportar, como os asiáticos por exemplo. Mas mesmo nesse caso o problema não é tão grande porque estes países produzem o robusta, enquanto o grosso dos embarques do Brasil envolvem o arábica.

A matéria é de Lessandro Carvalho, para Agência Safras, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/11/2010

Mais uma vez o senhor Guilherme Braga,está equivocado,eu gostaria de saber que 90% é este que vai para o produtor,conforme foi mencionado?Ele está totalmente fora da realidade do produtor,como demostrou o nosso amigo de Londrina Gioazzolini Neto em sua carta.Será que ele pensa que o produtor,não têm custo?Porque conforme foi mencionado na reportagem,me parece que o produtor fica com os 90% dos ganho com a exportação,e na realidade não é isto que acontece,na maioria das vezes com este preços praticado no mercado nestes ultimos anos,o custo de produção está bem maior que os preços pago ao produtor,principalmente no que diz respeito ao café conilon.
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/11/2010

Quanto custa uma colheita de café? Mão de obra, limpeza, benefício, transporte, seguro... Depois da colheita vem os tratos culturais que custam quanto? O zelo pelo solo, calcáreo, gesso, adubo, desbrota, poda, adubos foliares, manutenção maquinário, terreirão, tulhas, casas empregados, folha mensal fixa, impostos, sindicatos, federações etc.etc.etc... Quanto sobrou mesmo?