Encafé 2010: um novo tempo para o café no Brasil

O grande encontro nacional das indústrias de café - Encafé- teve início nesta sexta-feira (12) em Natal/RN, e prosseguirá até o dia 16 de novembro. O tema chave do evento na edição 2010 é "Um novo tempo para o café no Brasil". Segundo Nathan Herszkowicz (Abic), a cafeicultura passa por uma terceira onda: a melhora da qualidade do café do dia-a-dia do consumidor.

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O grande encontro nacional das indústrias de café - Encafé - teve início nesta sexta-feira (12) em Natal/RN, e prosseguirá até o dia 16 de novembro. O tema chave do evento na edição 2010 é: Um novo tempo para o café no Brasil.

Em cerimônia de abertura, Nathan Herszkowicz, Diretor-Executivo da Abic (Associação Brasileira das Indústrias de Café) pronunciou depoimento em nome do Presidente da Associação, Almir Filho, que não pôde comparecer à cerimônia. Ele pontuou que a indústria tem vivido um grande paradoxo. "Há um grande aumento no consumo de café no Brasil, inovações em relação ao preparo do café, surgimento de novas casas de café e produtos novos de melhor qualidade e sustentáveis. Hoje a qualidade é o motor do crescimento do consumo," enfatizou.

Entretanto, Nathan comenta que a indústria tem sofrido com a baixa rentabilidade do negócio, impulsionada pela não valorização dos preços do café e alta nos custos de produção. "A pressão do varejo sobre a indústria pode ser outra explicação para a baixa rentabilidade".

Para enfrentar tais dificuldades, o caminho em direção da baixa qualidade acaba sendo a via para algumas empresas. Aí mora um grande problema: se há quem adquire esse café de baixa qualidade, com impurezas e grãos defeituosos, é por que há quem os produza e quem os comercialize.

O Diretor-Executivo acredita que a Abic e o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) devem impedir que esse tipo de ação contamine o agronegócio café.

A nova Instrução Normativa do Mapa (IN 16), que será bastante discutida na décima oitava edição do Encafé, é uma iniciativa muito importante que impedirá que esse tipo de produto seja comercializado.

Ainda segundo Nathan, o Encafé marcará a terceira onda da cafeicultura, com a melhora da qualidade do café do dia-a-dia do consumidor.

José Sette, Diretor-Executivo da Organização Internacional do Café (OIC), que também esteve presente na mesa de abertura, declarou que a Abic inspirou a OIC na promoção do consumo de café no mundo, e que o potencial de crescimento de consumo global é grande.

A programação dos próximos dias será composta por palestras e debates sobre a nova Norma Técnica para o café torrado em grão e moído, o impacto dela nas embalagens para café, como ela mudará o mercado de café, métodos de prova de café contra referência, entre outros.

Natália Fernandes, enviada do CaféPoint ao evento
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 13/11/2010

Se produzimos é porque tem alguem que quer comprar, e o pior, gosta de comprar este tipo de café para fazer blend.
Agora, com relação a instrução normativa 16, mais uma vez os produtores estiveram ausentes, o que, ja se tornou comum quando da tomada de decisões que tambem nos envolvam.
Se estamos consumindo 19milhões e exportando 33milhões, tem algo de errado nesta conta, de onde vem então o que falta ?
Se considerarmos que dos 19milhões, 10 são robusta, 5 arabica e o restante será o que então?
E ainda, quanto dos 10 robusta poderão ser considerados de qualidade, e quanto dos 5 arabica serão de qualidade?
Portanto, facil de se concluir: na verdade torramos muita porcaria.

A instrução normativa 16, quando aceita a nota 4 como minimo, nada mais faz do que continuar aceitando o exposto acima e pior, agora com autorização oficial. Experimente um café com nota 4 e um com nota 7, a diferença é enorme e se compararmos com um acima de 8 isto é mais expressivo ainda.
Portanto caros colegas produtores, podem continuar produzindo seus pva e varreção porque vamos continuar tendo quem quer comprá-los e agora com aval do ministério da agricultura.

Podem acreditar, se esta instrução normativa assim continuar, com toda certeza estes café de baixa qualidade ainda serão comercializados com preços mais atraentes do que os de qualidade.

Saudações.